Ciência e Tecnologia

Este é o avião com asas ridiculamente longas que a NASA está criando para salvar a aviação comercial

Podiam ser maiores

TTBW

A NASA e a Boeing uniram forças para desenvolver um avião de demonstração em escala real com o objetivo de reduzir as emissões e melhorar a eficiência na aviação.

Esta iniciativa está inserida nos esforços do setor aeroespacial para enfrentar sua pegada ambiental. O investimento total no projeto é de 1,150 bilhões de dólares, com a NASA contribuindo com 425 milhões e a Boeing e seus parceiros contribuindo com 725 milhões ao longo de sete anos.

O foco está no projeto de aeronaves de fuselagem estreita, também conhecidas como "de corredor único", que representam quase metade das emissões da aviação devido ao seu uso intensivo.

A tecnologia proposta, chamada Transonic Truss-Braced Wing (TTBW), destaca-se pelas suas asas finas, longas e arqueadas, com estruturas diagonais para estabilizá-las. Este design reduz a resistência do ar e o consumo de combustível em comparação com asas tradicionais, estimando-se uma redução de 8 a 10% no consumo.

A Boeing liderará o desenvolvimento e os testes de voo da aeronave TTBW. Espera-se que, combinado com avanços em sistemas de propulsão, materiais e arquitetura de sistemas, esse tipo de avião possa reduzir até 30% o consumo de combustível e as emissões em comparação com os aviões de corredor único mais eficientes.

Os testes do projeto estão programados para serem concluídos até o final da década, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento da próxima geração de aviões regionais até 2030.

Esta iniciativa junta-se a outras estratégias na indústria aeroespacial para abordar a sustentabilidade, como a exploração de aviões elétricos, o uso de hidrogênio, revestimentos especiais inspirados na pele dos tubarões e a pesquisa de combustíveis aéreos sustentáveis.

A colaboração entre a NASA e a Boeing representa um passo significativo para a redução da pegada ambiental da aviação e o alcance dos objetivos de emissões líquidas zero de carbono até 2050.

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