Um jovem de 21 anos foi julgado e considerado culpado por cometes crimes ambientais após se aproximar do do gêiser ‘Steamboat’, no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. A sentença de Viktor Pyshniuk foi divulgada na última quinta-feira (13).
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O caso ocorreu em 19 de abril. De acordo com um funcionário, que fotografou a ação, o homem atravessou a cerca próxima ao local e subiu a colina que estava cerca de e 4,6 a 6,1 metros do gêiser. Por não seguir as regras, Viktor colocou em risco sua segurança, a de outros visitantes e também ameaçou a integridade física da equipe do parque.
Segundo texto publicado no site ‘Galileu’, um policial foi encaminhado para conversar com o jovem, que confirmou que saiu da trilha padrão para tirar fotos.
Além do risco de erupções, o local é perigoso pois pode haver uma camada de solo mais fraca próxima à fonte, podendo causar quedas ou até mesmo ferimentos graves, além de prejuízos à formação geológica.
Prisão e multa
Com a sentença, o homem foi condenado a uma semana de reclusão e, após sair da cadeia, ficará em condição de liberdade não supervisionada por dois anos.
Além da prisão, ele recebeu uma multa de US$ 1.500, cerca de R$ 8152,80 na cotação atual, mais US$ 30 (R$ 163,06) de taxa obrigatória de processamento judicial e outros US$ 20 (R$ 108,70) de avaliação especial. Além disso, Viktor Pyshniuk fica proibido de visitar Yellowstone por dois anos.
Stephanie Hambrick, a juíza do caso, proferiu a sentença devido aos atos cometidos no parque e pela discussão com terceiros. Segundo a jurista, outras pessoas podem acabar se inspirando na atitude do jovem e realizando novos atos.
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“Gêiser mais perigoso do mundo”
O gêiser Steamboat leva o título de “mais perigoso do mundo” pelo Serviço de Parques Nacionais dos EUA por ser considerada a fonte termal ativa mais alta que existe. Ela possui erupções erráticas e imprevisíveis, com jatos de água que variam de 3 a 90 metros de altura.
Nos últimos quatro anos foi observado que os intervalos entre as erupções foram de três a 89 dias. Entre 2019 e 2020 o local bateu o recorde de 96 explosões, sendo 48 em cada ano.
Após expelir a água, o gêiser possui uma fase de vapor quente, que pode durar por dias e ser visto de longe.