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Acidentes por linhas com cerol crescem 139% em São Paulo, diz Secretaria de Saúde

Entre janeiro e maio foram registrados 1.326 casos ambulatoriais de ferimentos por linha com cerol

Linhas com cerol foram proibidas
Linhas com cerol foram proibidas (Reprodução)

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, somente entre janeiro e maior de 2024 foram registrados 1.326 casos ambulatoriais de pessoas cortadas por linhas de pipa com cerol.

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O cerol das linhas de empinar pipas é feito normalmente com cola e vidro moído e pode causar cortes profundos nos desavisados. Como a linha é muito difícil de ver a olho nu é um sério risco para motoqueiros, ciclistas e pedestres, podendo acarretar cortes profundos e até mesmo a morte.

Crianças são grande parte das vítimas, já que ficam expostas brincando na rua e não percebem a linha, mas o risco maior corre sem dúvida os motoqueiros, que em função da velocidade e do vento sofrem ferimentos ainda mais profundos, que podem causar hemorragia, lesionar vasos importantes, lesionar a traquéia e também traumas oculares.

“Pode haver mutilações, amputações, além de lesões vasculares, levando inclusive ao óbito”, esclarece o coordenador da equipe de cirurgia geral do Hospital Geral de Guarulhos (HGG), Eduardo Benedetti. De acordo com o médico, o risco é ainda maior em período escolar.

LINHA CHILENA

Linha chilena
Linha chilena (Reprodução)

A linha chilena é tão perigosa quanto as linhas com cerol. São compostas por óxido de alumínio e pó de quartzo, substâncias altamente cortantes, mas também excelentes condutoras de eletricidade, podendo induzir a choques elétricos e curto-circuitos, danificando a rede elétrica.

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