De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, somente entre janeiro e maior de 2024 foram registrados 1.326 casos ambulatoriais de pessoas cortadas por linhas de pipa com cerol.
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O cerol das linhas de empinar pipas é feito normalmente com cola e vidro moído e pode causar cortes profundos nos desavisados. Como a linha é muito difícil de ver a olho nu é um sério risco para motoqueiros, ciclistas e pedestres, podendo acarretar cortes profundos e até mesmo a morte.
Crianças são grande parte das vítimas, já que ficam expostas brincando na rua e não percebem a linha, mas o risco maior corre sem dúvida os motoqueiros, que em função da velocidade e do vento sofrem ferimentos ainda mais profundos, que podem causar hemorragia, lesionar vasos importantes, lesionar a traquéia e também traumas oculares.
“Pode haver mutilações, amputações, além de lesões vasculares, levando inclusive ao óbito”, esclarece o coordenador da equipe de cirurgia geral do Hospital Geral de Guarulhos (HGG), Eduardo Benedetti. De acordo com o médico, o risco é ainda maior em período escolar.
LINHA CHILENA

A linha chilena é tão perigosa quanto as linhas com cerol. São compostas por óxido de alumínio e pó de quartzo, substâncias altamente cortantes, mas também excelentes condutoras de eletricidade, podendo induzir a choques elétricos e curto-circuitos, danificando a rede elétrica.