A Justiça de São Paulo remarcou o julgamento do empresário José Maria da Costa Júnior, que é acusado de atropelar e matar a ciclista e socióloga Marina Kohler Harkot, de 28 anos, para o dia 23 de janeiro do ano que vem. A vítima foi atingida pelo condutor, que estava embriagado e em alta velocidade, no dia 8 de novembro de 2020. Ele fugiu do local sem prestar socorro.
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O julgamento estava previsto para acontecer na quinta-feira (20), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da Capital. Porém, a defesa do empresário alegou que ele está com dengue e não podia comparecer. O homem responde ao processo em liberdade.
“Ciente da impossibilidade de comparecimento do réu por questões de saúde”, escreveu a juíza Marcela Raia de Sant’Anna, da 5ª Vara do Júri, na decisão que determinou o adiamento do júri.
O advogado de José Maria, José Miguel da Silva Júnior, apresentou à Justiça um atestado médico, que cita que o réu precisa ficar em repouso em casa por seis dias após ser diagnosticado com dengue. Atualmente ele mora em Socorro, no interior paulista.
Relembre o caso
Marina pedalava pela Avenida Paulo VI, no Sumaré, no dia 8 de novembro de 2020, quando foi atropelada pelo Hyundai Tucson dirigido pelo empresário. O acidente foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram que José Maria fugiu do local sem prestar o devido socorro à vítima.
Um motoboy que passava no local no momento do atropelamento seguiu o carro, anotou a placa e informou a polícia. O carro foi encontrado em um estacionamento no Centro da Capital, com o para-brisa dianteiro estilhaçado. Dias depois, o empresário acabou se entregando.
Ao ser ouvido, ele alegou que não parou para socorrer Marina por achar que se tratava de um assalto. Além disso, a defesa dele alegou que a vítima pedalava fora da ciclovia existente na avenida e também não usava equipamentos de segurança.
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Testemunhas foram ouvidas e confirmaram que José Maria tinha feito o consumo de bebidas alcoólicas em um bar pouco antes do atropelamento. O homem negou.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público e acabou se tornando réu por dirigir embriagado e em alta velocidade, atropelar e matar a ciclista e ainda fugir do local.
