A compra e venda de catálogos musicais não é nenhuma novidade no mundo da música. No entanto, o valor pago pelos direitos de uso dos materiais de bandas e artistas icônicos está cada vez mais impressionante. Conforme publicado pelo O Globo, a prática de compra e venda de catálogos musicais se tornou um negócio rentável no ano de 2016, chamando atenção de investidores que querem retornos sustentáveis.
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Geralmente, empresas, gravadoras e fundos de investimento competem pelos direitos autorais das músicas de artistas já estabelecidos e que há décadas dominam as paradas de sucesso. David Bowie e Whitney Houston são nomes que já estiveram envolvidos nestas disputas, mas certamente não serão os últimos e nem mesmo os únicos.
Recentemente, a Sony Music entrou em negociações para adquirir o catálogo do Queen, e o valor estimado para o negócio é de US$1 bilhão, o que na cotação atual equivale a aproximadamente R$5,2 bilhões. Uma vez fechado, o acordo cederá à Sony Music os direitos às músicas e a propriedade intelectual relacionada com a banda, além de dar abertura para novas possibilidades de negócios.
Atrativos e rentáveis
Conforme a publicação, o que chama atenção no mercado dos direitos musicais é justamente o fato deles serem considerados um tipo de investimento atrativo, pois segue gerando receita por anos e anos. Além disso, os direitos também possibilitam outras formas de receita como o licenciamento para filmes, televisão e produtos oficiais com as imagens e o logotipo da banda.
Devido a popularidade de suas músicas e ao sucesso de produções relacionadas com a banda, o catálogo do Queen se torna particularmente atrativo para as gravadoras e pode facilmente se tornar o maior acordo do tipo já realizado pela indústria musical. Atualmente, o Queen conta com uma média de 52 milhões de ouvintes mensais no Spotify.