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Dedos perigosos

João Faria colunista grande twitterCriada pela Havas Worldwide, a Citroën lançou campanha nas redes sociais com o mote ‘Seus dedos podem matar’, onde alerta os motoristas dos perigos de usar o celular ao dirigir. A ideia foi transformar dedos em perigosos e mortais vilões como Hannibal, Drácula e Mafioso. A coluna conversa com o executivo de marketing da Citroen, Alexander Greif.

Como nasceu a campanha?
Temos realizado muitos estudos em mobile, inclusive sobre temas relacionados ao processo de compra de veículos, consumo de mídia, e a relação do aparelho no uso e no pós-venda de nossos produtos. Alguns dados são animadores, mas outros preocupantes a exemplo do aumento de acidentes decorrentes da má utilização do aparelho durante a condução de veículos automotores. Uma marca deve se ater a entrega de valor, e neste caso o celular não pode ser um inimigo desta entrega, mas sim um aliado do automóvel. Como possuímos em nosso DNA o objetivo de melhorar o “bem estar” de nossos consumidores, nos sentimos na obrigação de extrapolarmos o universo do produto e trabalharmos um pouco mais sobre a conscientização e educação.

Alexander Greif

E a reação do público?
Surpreendente. Os comentários e agradecimento são muito positivos. Infelizmente não conseguiríamos relatar todos os casos nesta coluna, por isso convido aos leitores do Metro a curtirem nossa página e ler alguns desses relatos. Acredito que muitos terão grande afinidade com a campanha e também com as interações.

Quais os resultados até aqui?
Só em mídia social já alcançamos mais de 700 mil pessoas em um único post. Se pensarmos em mídia espontânea, justamente a repercussão em massa, estamos falando de um alcance acima de 1,5 milhão de pessoas.

O sucesso da ação surpreendeu?
Um pouco, porque foi a primeira vez em redes sociais que expusemos uma problemática social. Entendemos que empresas possuem um papel fundamental na conscientização do cidadão, mas nem sempre alguns temas são bem vindos. Neste caso a reação foi além do esperado, principalmente na mídia espontânea. As matérias foram muito positivas, o que obviamente nos motiva continuar.

Qual a expectativa da marca para este novo ano?
São bem conservadoras. Todo o mercado automotivo passa por um momento de transição. Por isso: cautela, eficiência e rentabilidade serão as palavras de ordem. Precisamos estar saudáveis para o momento da virada.

João Faria é jornalista e sócio-diretor da Agência Cidadã

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