Uma avó australiana, cliente do banco ANZ por quase cinco décadas, foi vítima de um golpe sofisticado que resultou na perda de quase US$480 mil depois de vender sua casa da família.
A vítima, identificada apenas como Jane, acreditava estar transferindo seu dinheiro para uma conta do banco ING que prometia uma alta taxa de juros. No entanto, seus fundos foram transferidos para uma conta falsa do National Australia Bank, que havia sido criada pelos golpistas.
Jane imediatamente entrou em contato com os bancos ANZ e NAB após perceber o que havia acontecido, mas foi informada de que seu dinheiro era irreparável. Na Austrália, os clientes são encorajados a relatar golpes aos seus bancos, mas as opções de recurso são limitadas.
Diferentemente do Reino Unido, onde novas leis em breve exigirão que os bancos reembolsem as vítimas de golpes em questão de dias, a menos que haja negligência ou fraude envolvida, os australianos não têm necessariamente direito garantido a compensação por perdas para golpistas.
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Falta de regulação rígida
Embora o banco ANZ tenha concordado em devolver US$636 para Jane, indicou que não poderia fornecer assistência mais substancial. A vítima expressou desilusão com o sistema bancário e disse que seu dinheiro teria estado mais seguro sob o colchão.
Stephanie Tonkin, do Consumer Law Action Centre, destacou que os golpes de impersonação de banco se tornaram cada vez mais complexos e comuns. Ela afirmou que a falta de regulamentação rigorosa deixa em aberto a questão de responsabilidade nos casos de golpes.
O caso de Jane é um lembrete preocupante dos perigos dos golpes financeiros e da importância de uma regulamentação mais rigorosa para proteger os consumidores, levantou The New York Post.