logo
Social
Representação / Imagem de Tumisu por Pixabay Representação / Imagem de Tumisu por Pixabay
Social 15/09/2021

Mulher, que teve o corpo encontrado dentro de um armário, pode ter sido vítima de violência doméstica

Familiares e amigos de Vicky Cherry agora se uniram para formar um grupo de apoio para pessoas que sofreram violência doméstica.

Andrew Colin Reade, de 43 anos, admitiu ter escondido o corpo de sua parceira, Vicky Cherry, de 44 anos, em um armário. Acredita-se que a mulher, que ficou desaparecida por 15 meses, tenha sido vítima de violência doméstica.

Segundo reportagem divulgada pelo The Mirror, Andrew chegou a ser preso por suspeita de assassinato, mas alegou que encontrou a companheira morta na cama. Ele foi condenado a quatro anos e quatro meses por ter impedido a realização de um enterro à sua companheira e por perverter a justiça.

No entanto, uma revisão do caso tratando o crime como homicídio doméstico foi publicada no final de junho de 2019, revelando falhas da polícia durante a investigação e levantando dúvidas o caso.

Segundo Donna Gregory, prima e melhor amiga de Vicky, o relacionamento da mulher com Andrew não era dos melhores. As duas cresceram juntas em Preston, Lancashire, e compartilhavam confidências.

Em 2013, o então marido de Vicky, Steve Cherry, morreu após sofrer um ataque epiléptico. A perda do companheiro deixou a mulher arrasada. “Ela realmente lutou depois que Steve morreu e passou por um período difícil. Ela se automedicou com drogas”, relata Donna.

Após um ano da perda do marido, Vicky começou o relacionamento com Andrew, mas os familiares da mulher logo identificaram traços de um relacionamento abusivo entre o casal.

Violência doméstica e relacionamento abusivo

Segundo Donna, Vicky e Andrew pareciam muito próximos. “Eu conheci Andrew no funeral de nossa avó, e não gostei dele. Eles pareciam muito próximos, mas depois percebi que era porque ele era tão possessivo que não a deixava sair de vista”.

Ela ainda relata que a prima confidenciou a existência de diversas brigas entre o casal. Somente uma semana antes de desaparecer, Vicky teria pedido ajuda a Donna e tinha planos de se mudar para morar com a prima.

“Ela me disse que estava cansada de Andrew. Fizemos planos para ela vir morar comigo. Eu estava ansiosa por isso e sabia que ela seria muito mais feliz se fosse solteira de novo”, disse Donna.

Porém, quando Vicky deixou de entrar em contato, Donna começou a se preocupar. “Eu ligava e mandava mensagens para ela e ela simplesmente não respondia. No final, fiquei realmente irritada com ela. Achei que ela tivesse decidido ficar com Andrew e não queria me contar”.

Com a falta de notícias da prima, Donna começou a perguntar a amigos e familiares se tinham conseguido manter contato com ela. “Comecei a ficar preocupada, perguntei por aí e ninguém sabia onde ela estava. Liguei para a polícia, mas eles pareciam não levar a sério. Foram até a casa, mas não conseguiram encontrá-la”.

Em janeiro de 2017 o corpo de Vicky foi encontrado dentro de um armário na casa em que morava com Andrew e ele foi preso sob suspeita de assassinato.

Mesmo após análises, a causa da morte não pode ser detectada de forma conclusiva

Devido ao grau de decomposição do corpo, não foi possível determinar com precisão a causa da morte de Vicky. No entanto, um patologista concluiu que ela pode ter morrido em decorrência de um estrangulamento, pois foram detectados ferimentos na região do pescoço.

Confira também:

Em junho de 2017, Andrew se confessou culpado de esconder o corpo de Vicky e evitar seu enterro. Ele afirmou ter entrado em pânico depois de acordar e encontrar a namorada morta após terem tomado um coquetel de drogas ilícitas.

O homem também admitiu que pretendia perverter o curso da justiça ao fornecer informações enganosas e imprecisas sobre o paradeiro de Vicky a policiais, farmacêuticos e familiares.

Após uma nova análise, fora identificados registros anteriores que apontavam Andrew como um abusador doméstico, fazendo com que o risco potencial de um caso de violência doméstica fosse “subestimado”.

A família de Vicky agora pretende dar início a uma instituição de caridade, chamada “Stay safe Survivors” em memória da mulher. O intuito é promover apoio e acolhimento a sobreviventes de violência doméstica.