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Colin Pitchfork foi o primeiro assassino condenado com base em evidências de DNA / Imagem: Instagram @globalnetpictures.co.ukColin Pitchfork foi o primeiro assassino condenado com base em evidências de DNA / Imagem: Instagram @globalnetpictures.co.uk
Social 01/09/2021

Primeiro assassino a ser condenado com base em evidências de DNA é solto da prisão

Colin Pitchfork foi condenado pelos assassinatos de duas meninas na década de 1980.

Colin Pitchfork foi solto da prisão após cumprir pena de 33 anos pelo estupro e assassinato de duas meninas na década de 1980. Ele foi o primeiro assassino condenado com base em evidências de DNA. Ele cumpriu sua pena em Gloucestershire.

Segundo o The Mirror, Colin foi solto após o Conselho de Liberdade Condicional dizer estar satisfeito com seu progresso. Ele tornou-se elegível para a liberdade condicional em 2015. O conselho considerou que a liberação do homem não apresenta riscos à sociedade.

Apesar de ter conquistado novamente a liberdade, Colin continuará tendo que cumprir uma série de condições e restrições. O homem, agora com 60 anos, deverá utilizar uma tornozeleira eletrônica, não poderá se aproximar dos parentes de suas vítimas e terá restrições referentes ao uso da internet.

O Ministério da Justiça se posicionou sobre a soltura de Colin: “A segurança pública é a nossa principal prioridade, razão pela qual ele estará sujeito a algumas das mais rígidas condições de liberdade condicional já estabelecidas e permanecerá sob supervisão pelo resto de sua vida. Se ele violar essas condições, voltará imediatamente a prisão”.

Colin Pitchfork foi condenado com base em evidências de DNA

O assassino, agora liberto, foi condenado pelas mortes de duas garotas de 15 anos. Lynda Mann foi encontrada morta em uma trilha deserta em Leicestershire em 1983, enquanto o corpo de Dawn Ashworth foi encontrado três anos depois, em uma área arborizada perto de uma trilha.

As duas meninas foram violentadas, espancadas e mortas. O perfil de DNA confirmou que o mesmo homem havia cometido os assassinatos. No ano de 1987, um colega de Colin revelou aos seus colegas de trabalho que havia feito um exame de sangue se passando pelo homem. Segundo ele, Colin teria pedido o favor por temer ser assediado pela polícia devido a condenações anteriores por exposição indecente.

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Colin foi denunciado e detido pelos crimes. Ele admitiu ter matado Lynda simplesmente porque “ela estava lá”. Ele foi condenado a prisão perpétua com pena mínima de 30 anos.

Em 2009, o tempo mínimo de pena foi reduzido em 2 anos e ele foi transferido para outra prisão, da qual foi liberado recentemente.

Para o secretário de justiça, Robert Buckland, a decisão de liberar Colin Pitchfork “é irracional”, mas as autoridades rejeitaram um recurso de última hora que o manteria preso.

Colin Pitchfork tem utilizado o nome “David Thorpe” por vários anos, mas planeja trocar sua verdadeira identidade e esconder seu passado após conseguir outra mudança de nome. Ele tem o direito de trocar sua identidade novamente, desde que arque com os custos de 33 libras.

Ele também foi liberado isento da monitoração do registro de agressores sexuais. Uma brecha na lei permite que condenados por crimes sexuais antes de 1997 não sejam incluídos nos registros.