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Existem muitos cachorros na rua a espera de um lar e prontos para entregar tudo de bom aos seus novos donos. Esse foi o caso de Dai Bao, um husky com uma a história como essa e que deu a vida por sua família adotiva.

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Reprodução / Facebook

De acordo com o portal Upsocl, o cachorro que viveu nas ruas de Taiping, na Malásia, se tornou notícia depois de enfrentar uma cobra venenosa de 1 metro de comprimento.

Dai Bao chegou à casa da família Yap sofrendo de desnutrição, alopecia e várias outras doenças que o deixavam muito debilitado. Após uma recuperação amorosa e com muita atenção, o animal conseguiu finalmente ficar saudável.

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Infelizmente, um latido carregado de dor denunciou que as coisas não andavam bem no quintal em que o cachorro costumava ficar. Foi quando seu dono o encontrou com uma cobra na boca.

“Dai Bao afrouxou a mordida quando ele chegou, fazendo com que a cobra ferida caísse no chão – revelando o nariz machucado do husky, as sobrancelhas inchadas e outros ferimentos graves. Era óbvio que o husky heróico havia sido mordido”, explicou o portal Daily Paws.

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Após levar o animal rapidamente ao veterinário, o dono recebeu a notícia de que não existira antidoto para o veneno na Malásia e o cachorro acabou falecendo.

A família que o acolheu em 2021 decidiu enterrá-lo no lugar que ele mais gostava de brincar: embaixo de uma grande árvore ao lado da sua casa.

A família divulgou algumas imagens de Dai Bao:

O que os animais de estimação sentem que irão morrer?

Alguns comportamentos parecem transmitir que os animais entendem o conceito de morte.  Alguns exemplos são os elefantes que choram pela perda de um membro do rebanho e as baleias que não deixam seus bebês mortos para trás.

A maioria dos veterinários concorda que é impossível saber com certeza se os cachorros entendem ou não quando estão prestes a morrer. No entanto, existem padrões inegáveis ​​em algumas dessas histórias.

A veterinária Jennifer Coates conta que em seu trabalho especializado em cuidados paliativos e eutanásia, viu muitas ocorrências de amigos animais agindo como se tivessem alguma compreensão da situação de morte.

“Eu havia sedado o cão da família e colocado um cateter intravenoso por meio do qual aplicaria a injeção final da solução de eutanásia. Até este ponto, o gato da família havia permanecido à distância. Mas assim que comecei a aplicar a injeção, ela se aproximou de mim, deitou-se e colocou delicadamente a pata na perna da amiga como se dissesse: “Não se preocupe, estou aqui com você”, explicou em um artigo do PET MED.

A profissional também lembra que uma colega estava na casa de uma família fazendo eutanásia em um de seus três cães. Quando o animal doente estava morrendo, seus dois companheiros caninos entraram na sala, ficaram sobre seu corpo e uivaram muito alto.