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Pessoas que caminhavam pela Praia Grande, em São Francisco do Sul, levaram um susto na última quinta-feira quando uma cobra grande, com 2,5 metros de  comprimento, foi avistada deslizando entre o mar e a areia.

De acordo com o portal de notícias NSC Total, o réptil foi identificado e se tratava de uma caninana (Spilotes pullatus). A espécie pode ser encontrada na América do Sul, principalmente áreas de Cerrado e na Mata Atlântica.

Reprodução / Instagram @biologo.giba

Por mais que seja comumna região Sul do Brasil, encontrar esta cobra na praia foi uma surpresa até mesmo para o Diogo Cristo, veterinário do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP).

 “No caso deste animal, ela pode até ter escapado de um predador que sobrevoava a praia ou apareceu ali de forma incomum buscando pequenas presas, possivelmente vindas da restinga”, explicou o profissional.

Após ser capturada por um salva-vidas que trabalhava no local, o animal foi encaminhado para um centro de triagem e reabilitação de animais silvestres, em Florianópolis, para depois ser solto novamente na natureza.

Confira o vídeo a seguir e lembre-se: a caninana não é uma cobra peçonhenta, o que significa que ela não possui veneno que pode ser nocivo aos humanos!

A cobra caninana é grande e ágil

A caninana é muito rápida e tem agilidade no solo, árvores e também na água. Sua dieta é muito variada e ela pode se alimentar de aves pequenas, anfíbios, roedores e até mesmo de outras cobras menores que ela.

No quesito tamanho ela também impressiona, sendo uma das maiores serpentes da família Colubridae e chegando a medir até 3 metros de comprimento.

Ela acaba entrando em contato com os humanos principalmente em lugares onde encontra alimentos, como galinheiros e armazenamento de grãos que atraem ratos.

No Twitter, um vídeo deste ano mostra como alguém preveniu seu galinheiro desta cobra. A gravação também recordou que está espécie pode ser uma grande aliada no controle de roedores.

Não é venenosa, mas pode assustar bastante

Em contato com o humano, a caninana quase sempre tente fugir. No entanto, quando se sente ameaçada entra em modo de defesa, um comportamento que consiste em inflar o pescoço e vibrar a cauda para intimidar o predador.

É importante recordar que capturas de cobras devem ser realizadas por equipes treinadas, como a polícia ambiental ou bombeiros.

Confira mais:

Recentemente, a equipe da Fundação Ambiental Jaraguense do Meio Ambiente em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, destacou nas redes sociais o resgate habilidoso de uma caninana realizado pelo biólogo conservacionista, Gilberto Ademar Duwe.

Confira o vídeo: