"Parem de ordenhar sapos para ficarem doidões", pedem conservacionistas

Por Brenno Quadros

“Por favor, não ordenhe os sapos.” Parece um pedido simples, mas os conservacionistas agora estão tendo que ir longe para convencer as pessoas a pararem de fazer cócegas nas glândulas do Sapo do Rio Colorado (Bufo alvarius), que está ameaçado de extinção.

Segundo o IFLS, ao serem estimuladas, essas glândulas secretam uma gosma branca que contém um composto psicodélico potente chamado 5-MeO-DMT. Entretanto, os pesquisadores estão preocupados que o excesso de ordenha possa ameaçar a sobrevivência da espécie.

À frente da campanha para proteger a espécie está Robert Villa, pesquisador da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. De acordo com ele, é possível sintetizar 5-MeO-DMT com relativa facilidade, o que significa que não há necessidade de assediar criaturas do deserto para ficar doidão.

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Para provar o seu ponto, ele se juntou a químicos em um laboratório mexicano e foi capaz de produzir a droga alucinógena a partir de um composto chamado mexamina, que ocorre em níveis baixos no corpo humano e está intimamente relacionado a neurotransmissores como a serotonina e a melatonina.

Ken Nelson teria sido a primeira pessoa a fumar o molho secreto do sapo. Em 1983, o homem lançou um panfleto explicando como extrair e consumir a substância, desencadeando a mania do leite de sapo psicodélico. Embora a substância seja tóxica quando consumida por via oral, quando é fumada pode produzir uma viagem incrivelmente intensa que dura entre 10 e 30 minutos.

Um estudo recente na Universidade Johns Hopkins descobriu que uma versão sintética do composto é eficaz no alívio da depressão.

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