Grupo de historiadores acredita que estamos no ano de 1724, e não em 2021; entenda

Por Brenno Quadros

De acordo com a hipótese do tempo fantasma, nós não estamos em 2021, mas sim em 1724.

Segundo o IFLS, na década de 1990, vários historiadores alemães propuseram uma ideia radical: a Idade Média não existiu e, na verdade, só agora estamos vivendo o século XVIII.

Em 1582, o Papa Gregório XIII introduziu o calendário gregoriano. Antes disso, a maior parte do mundo romano e da Europa adotava o calendário juliano, proposto por Júlio César no ano de 48 AC. Para tentar vincular o calendário ao ano solar (o tempo que a Terra leva para dar uma volta em torno do Sol), o calendário Juliano tinha um ano bissexto a cada quatro anos, no qual um dia extra era adicionado.

O problema era que, como o ano solar real é de 365,2 dias, o calendário juliano ganha um dia a cada 128 anos. Para explicar isso, quando o calendário gregoriano foi introduzido, o papa Gregório deveria ter mudado a data em 13 dias – mas, após seus cálculos, ele apenas mudou em 10 dias.

Aqui temos duas possibilidades: ou o papa fez as contas erradas; ou 300 anos entre aquela época e agora de fato não existiam, com grandes pedaços da história tendo sido fabricados para propósitos distintos. Ou seja: ambas possibilidades seriam responsáveis ​​pelos três dias adicionais.

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Descrita pela primeira vez por Heribert Illig em 1991, antes de ser expandida em 1995 pelo Dr. Hans-Ulrich Niemitz, a hipótese do tempo fantasma afirma que há muito mais evidências do que apenas um papa que não prestou atenção nas aulas de astronomia.

Niemitz, em artigo sobre o assunto, aponta a falta de avanços no Ocidente nessa época, a falta de registros de grandes acontecimentos como a disseminação do Islã pelo Oriente Médio, e – afirma ele – o súbito desaparecimento e depois reaparecimento do povo judeu entre 711-1096 DC. Ele também aponta para uma arquitetura que acredita ser anacrônica.

“Um dos melhores exemplos, intensamente pesquisado, é a Capela de Aachen (800 DC), na Alemanha, que parece ter surgido aproximadamente 200 anos mais cedo. A forma de construção de um arco mostrada nesta capela não tem antecessores." – Escreve Niemitz.

Edifícios de design semelhante não surgiram, afirma ele, até vários séculos depois, em 1049 DC. Para ele, a melhor explicação para isso – e outras questões, como por que a ideia do purgatório não evoluiu muito entre 600 e 1100 DC – é que praticamente nenhum tempo realmente passou, mas centenas de anos foram inseridos no calendário interino.

Niemitz propôs que Otto III, Sacro Imperador Romano, quisesse viver no ano 1000 DC "porque isso se adequava ao seu entendimento do milenarismo cristão", mas tinha nascido centenas de anos mais cedo. Ele e o papa se reuniram e definiram a data como 1000 DC, deixando um atraso de cerca de 300 anos a ser preenchido pelos cronistas.

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Além de ser capaz de refutar isso olhando para a história de todo o mundo na época (a Dinastia Tang da China etc. sincroniza-se perfeitamente com a Idade Média, sem precisar de nenhum tempo fantasma) e o fato de que uma conspiração teria exigido uma quantidade totalmente irreal de cooperação e encobrimento. A humanidade tem registros incrivelmente bons de eventos astronômicos, e eles podem refutar a teoria por conta própria.

O filósofo e naturalista romano Plínio, o Velho, registrou um eclipse em seus escritos, datando-o de 59 DC. Por meio de observações próprias, é possível colocar um eclipse naquele dia também – com base em datas também próprias, não removendo 300 anos por capricho.

Além do mais, os registros chineses mostram todas as aparições do cometa Halley desde 240 A.C., incluindo passagens durante o tempo ‘fantasma’, todas as quais podem ser verificadas com nossos próprios cálculos astronômicos hoje. Desculpe, fãs do tempo fantasma, o ano é 2021 e um papa era ruim em matemática.

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