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/ Reprodução / Clarín / Shutterstock
Social 28/10/2020

Cientistas encontram restos de ossos em pregos que teriam sido usados para crucificar Jesus

É um debate que já se arrasta há anos entre os especialistas: “Quão autênticos são esses pregos que, dizem alguns, fizeram parte da crucificação de Cristo?” – Há muito se questiona a comunidade científica que se dedica a investigar este episódio-chave na história da humanidade.

Mais recentemente, um grupo de pesquisadores teria encontrado antigos pedaços de ossos e madeira nos pregos que teriam sido usados ​​para crucificar Jesus. Segundo o Clarín, os polêmicos objetos estavam em Jerusalém, Israel, dentro de uma caverna-cemitério do século I que pode ter sido o local de descanso de Caifás, o sacerdote judeu que – de acordo com a Bíblia – enviou Jesus para a morte.

Porém, algum tempo depois que essa caverna foi escavada, em 1990, os pregos desapareceram. Alguns anos depois, o cineasta israelense Simcha Jacobovici, que também se interessa por arqueologia, afirmou que os havia encontrado. No entanto, cientistas rejeitaram seu anúncio, alegando que os pregos encontrados não se pareciam com os da tumba de Caifás.

Um novo do laboratório da Universidade de Tel Aviv, também em Israel, reviveu a ideia de ligá-los ao enterro de Caifás. Nesse sentido, Aryeh Shimron, o geólogo que conduziu a pesquisa, afirma que a análise física e química de ambos os objetos mostra que eles vêm daquela sepultura em Jerusalém.

Em seu trabalho, o especialista comparou o material dos pregos com o material dos ossários da tumba, importantes caixas de calcário em que foram preservados os ossos dos mortos:

“Os materiais que invadem as cavernas diferem sutilmente de caverna para caverna dependendo da topografia, da composição do solo da área, do microclima e da vegetação vizinha. Consequentemente, as cavernas têm assinaturas físicas e químicas diferentes.”

Depois de analisar diferentes materiais em 25 tumbas, o geólogo chegou à conclusão de que Caifás era o único em que os pregos poderiam ter sido encontrados. Nesse sentido, indicou que encontraram pequenos cavacos de madeira no óxido de ferro de ambas as peças. Além disso, afirmou que conseguiu identificar e fotografar fragmentos ósseos.

“As unhas estavam bem preservadas e totalmente fossilizadas. Por isso, a madeira é velha, não foi colada acidentalmente ou artificialmente.” – Esclareceu, sobre o achado.

Embora confirme que as evidências científicas obtidas não deixam dúvidas de que os cravos foram usados ​​para crucificar alguém, Shimron é cauteloso e também considera que sua descoberta não vincula diretamente os pregos antigos a Cristo.

“A evidência de que os pregos foram usados ​​na crucificação é realmente convincente. Mas a única evidência de sua conexão com Jesus é que eles foram encontrados na tumba de Caifás. Essa evidência é suficiente? Não posso dizer, pois prefiro confiar na ciência em vez de suposições.” – Enfatizou.

Por sua vez, a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) não mudou sua posição histórica sobre o assunto e garante que não há evidências conclusivas ligando os pregos ao túmulo de Caifás. Na verdade, eles também não confirmam que esta caverna é o lugar onde o sumo sacerdote está enterrado.