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Social 21/10/2020

Raiz-forte: mulher confunde wasabi com abacate e termina no hospital com disfunção cardíaca

Uma israelense se tornou a primeira pessoa a ser diagnosticada com a ‘síndrome do coração partido’ por causa de comida. Ela teria confundido wasabi com abacate.

Segundo o IFLS, a mulher de quase 60 anos chegou na emergência do hospital com dores no peito depois de comparecer a um casamento. Durante a festa, ela viu o que pensou ser pasta de abacate na mesa e comeu um pouco.

Infelizmente, como suas papilas gustativas perceberam e suas dores no peito mais tarde confirmaram, a comida verde era, na verdade, uma grande quantidade de pasta de wasabi (um tempero japonês extremamente picante, que no Brasil é mais conhecido como raiz-forte).

Cinco minutos depois, ela começou a sentir uma pressão repentina no peito, que irradiou para os braços. Isso durou várias horas, mas ela decidiu continuar no casamento. Eventualmente, a dor começou a diminuir. No dia seguinte, porém, ela se sentiu desconfortável e fraca, então procurou atendimento médico.

Os médicos descartaram insuficiência cardíaca, mas um eletrocardiograma mostrou disfunção em seu ventrículo esquerdo. Ela tinha a ‘síndrome do coração partido’.

“A cardiomiopatia, também conhecida como‘ síndrome do coração partido ’, é uma disfunção ventricular esquerda que normalmente ocorre em mulheres mais velhas após intenso estresse emocional ou físico repentino.” – Explicam os autores no relato de caso.

A ‘síndrome do coração partido’ afeta temporariamente a capacidade do coração de bombear o sangue pelo corpo de forma eficiente, causando sintomas semelhantes aos de um ataque cardíaco.

Os pesquisadores sugerem que esta é a primeira vez que a condição foi desencadeada apenas pelo consumo de alimentos. Em geral, ela acontece quando uma pessoa recebe a notícia da morte do cônjuge, por exemplo.

A condição é considerada bastante benigna – embora possam ocorrer complicações como edema pulmonar e arritmias – e a mulher se recuperou bem após ser tratada com inibidores da ECA e betabloqueadores. Ela teve alta e se recuperou totalmente em um mês.