Cientistas descobrem 24 planetas mais habitáveis que a Terra

Por Brenno Quadros

Na Terra, teoricamente há vida em todos os lugares onde há água em estado líquido. Portanto, a busca por vida extraterrestre sempre se concentrou nas chamadas zonas habitáveis ou ‘Cachinhos Dourados’ (áreas ao redor das estrelas temperadas o suficiente para que os planetas possuam água líquida em suas superfícies).

Entretanto, um grupo de cientistas concluiu que outros mundos (além dos semelhantes à Terra) podem oferecer condições adequadas para o surgimento e a evolução da vida. Esses mundos podem até se provar ‘super-habitáveis’, tendo melhores chances de hospedar vida do que a Terra.

"Estamos tão focados em encontrar uma imagem espelhada da Terra que podemos ignorar um planeta que é ainda mais adequado para a vida." – Afirma Dirk Schulze-Makuch, astrobiólogo e autor do estudo, à Space.com.

Para pesquisar exoplanetas (planetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol) potencialmente habitáveis, os cientistas investigaram 4.500 sistemas planetários que possivelmente possuem planetas rochosos. Além de observar sistemas planetários com estrelas anãs amarelas como o nosso Sol, os cientistas também observaram estrelas anãs laranja, que são um pouco mais frias, mais escuras e menos massivas que o mesmo.

Enquanto o Sol tem uma vida útil estimada em menos de 10 bilhões de anos, as anãs laranja podem durar até 70 bilhões de anos. Já que a vida complexa levou cerca de 3,5 bilhões de anos para aparecer na Terra, a maior durabilidade das anãs laranja poderia dar aos seus planetas mais tempo para desenvolver vida e acumular biodiversidade: "Nosso Sol não é realmente o melhor tipo de estrela para hospedar um planeta com muita vida." – Conclui Schulze-Makuch. Ou seja: um planeta mais antigo pode dar à vida mais tempo para evoluir.

Segundo o estudo, o ponto ideal para a vida é um planeta com algo entre 5 e 8 bilhões de anos. Seu tamanho e sua massa também podem influenciar o quão bem ele poderia suportar a vida: um planeta 10% maior do que a Terra teria mais terras habitáveis; um planeta mais pesado também teria gravidade mais forte para ajudar a reter sua atmosfera por um longo período de tempo.

Mundos que são ligeiramente mais quentes do que a Terra podem ser super-habitáveis, dado que teriam zonas tropicais maiores, o que seria benigno para a biodiversidade. No entanto, planetas mais quentes também podem precisar de mais umidade, uma vez que o excesso de calor pode expandir os desertos.

Além disso, planetas com a mesma área de terra que a Terra, mas divididos em continentes menores, podem ser mais habitáveis. Quando se trata de continentes muito grandes (como o antigo continente Gondwana, que existiu na Terra há 500 milhões de anos), seus centros ficam longe dos oceanos, muitas vezes tornando o seu interior um monte de desertos inóspitos e vastos. Além disso, as águas rasas da Terra têm uma biodiversidade maior do que seus oceanos profundos: logo, planetas com águas mais rasas também poderiam ser super-habitáveis.

Ao todo, os cientistas identificaram 24 planetas potencialmente super-habitáveis, todos a mais de 100 anos-luz da Terra, o que os torna muito distantes para que a NASA capture imagens em alta qualidade para aprender mais sobre eles.

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