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Foco 16/10/2017

Radares móveis aplicaram um terço das multas em Santo André

Os radares móveis, que deixaram de ser usados pelo departamento de trânsito de Santo André na terça-feira passada, registraram um terço do total de multas aplicadas aos motoristas da cidade neste ano.

Segundo dados da prefeitura, de janeiro a setembro deste ano, 179.116 automóveis foram autuados no município. Deste total, 57.466 foram pelos seis aparelhos que foram extintos e que eram colocados em 171 pontos diferentes em rodízio.

A maior parte das penalidades são anotadas pelos equipamentos fixos – que são 48 ao todo e fiscalizam desrespeito à velocidade máxima permitida e avanço de semáforo fechado. Foram 70.614 multas registradas pelos “pardais”, o que equivale a 39,4% do acumulado no ano.

Os agentes de trânsito foram responsáveis pela aplicação da menor fatia das penalidades: 28,5% ou 51.036 em números absolutos.

Sem o funcionamento dos radares móveis, que multavam um terço dos motoristas infratores na cidade, o prefeito Paulinho Serra (PSDB) disse que a previsão é que haja maior vigilância das equipes de fiscalização de trânsito. “Os agentes já estão atuando de forma mais efetiva. O que mudou é o conceito. Chega de visar só arrecadação. Queremos prevenção dos acidentes, que estão ligados diretamente ao excesso de velocidade”, alega o chefe do Executivo.

Os números mostram que no governo tucano, de janeiro a setembro, as multas de trânsito aplicadas na cidade caíram 21,7%, de 228.877 para 179.116.   

Justificativa

A prefeitura não vai mais utilizar os equipamentos móveis com a justificativa de que eles estavam alocados em pontos que não justificavam sua presença, afastados de faixas de pedestres, ou em locais onde não havia este tipo de circulação de pessoas a pé, como em viadutos. O governo municipal também diz que terá economia financeira, já que neste ano afirma ter gasto R$ 73 mil para colocar os aparelhos em operação.