logo
/ Freepik / Freepik
Estilo de Vida 26/10/2020

As 5 melhores empresas que dão apoio às famílias com crianças

O ranking das “Melhores Empresas na Atenção à Primeira Infância” premiou 5 organizações reconhecias pelo suporte que oferecem a mães e pais trabalhadores

Oferecer apoio consistente a mães e pais que trabalham pode contribuir para uma maior produtividade no ambiente profissional e para educar crianças que terão sucesso na vida adulta, afirmam especialistas. Ainda assim, são poucas as empresas que dão suporte às famílias para que consigam dar conta das demandas da casa, do trabalho e dos filhos. E, na impossibilidade de cuidar dos filhos de forma satisfatória, muitas mães deixam de trabalhar logo após o fim da licença maternidade ou ao longo dos dois primeiros anos de vida do bebê. Na pandemia, estudo feito pela 
consultoria americana McKinsey revelou que 1 a cada 4 mães pensa em pedir demissão do emprego ou reduzir a jornada por causa da sobrecarga de trabalho. Para identificar as empresas que buscam promover mudanças a favor do bem-estar das famílias e disseminar as suas práticas surgiu em 2019 o ranking das “Melhores Empresas na Atenção à Primeira Infância”. Criado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, que busca promover o debate a favor da primeira infância, e pelo instituto Great Place to Work (GPTW), autoridade mundial em avaliar a qualidade do ambiente de trabalho, o prêmio busca medir quão amigáveis as empresas são com os colaboradores que são pais e mães.  Os premiados da segunda edição do evento acabam de ser divulgados. Foram 5 vencedores de um total de 97 inscritos, anunciados durante o 24º prêmio de Melhores Empresas para Trabalhar. São eles: Cisco, Johnson & Johnson, Vivo, Takeda e Santander Brasil. “São organizações que foram além para adotar ações que colocam em primeiro lugar o bem-estar das crianças e das famílias, buscando um ambiente que proporcione condições para que os funcionários possam focar em criar seus filhos com tempo, amor e dedicação”, afirma Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. LEIA TAMBÉM: ‘Para criar esta geração, estamos triturando as mulheres’, diz a psicanalista Vera Iaconelli As premiadas 2020 foram eleitas por garantir a seus funcionários cinco condições mínimas:
  • Conceder licença-maternidade de pelo menos 6 meses;
  • Conceder licença-paternidade de pelo menos 20 dias;
  • Ter uma sala de lactação permanente e dedicada exclusivamente para este uso;
  • Conceder auxílio creche em valor maior do que o previsto em lei;
  • Conceder auxílio creche para mães e pais.
De acordo com a Fundação, cumprir os cinco requisitos propostos é de grande valia, mas essas empresas também mostram outros pontos que indicam uma preocupação com a primeira infância, como baixa rotatividade, oferecer bolsas de estudo, mentorias e um profissional dedicado à promover a diversidade. LEIA TAMBÉM: 1 em cada 4 mães pensa em pedir demissão do trabalho ou reduzir a jornada, diz estudo

Conheça as empresas vencedoras que apoiam a infância

Quais são as políticas e benefícios oferecidos às famílias pelas empresas vencedoras de 2020:

1. Cisco (setor de tecnologia)

A primeira colocada do ranking conquistou o primeiro lugar oferecendo suporte tanto para pais quanto para mães quanto o assunto são crianças. Um exemplo são as licenças maternidade e paternidade, que consideram o cuidador principal, independente do gênero. Também há salas de amamentação e o conceito de “Anywhere Office”, com ferramentas que permitem aos colaboradores trabalharem de qualquer lugar de forma mais integrada com as necessidades da vida pessoal e familiar. E aqueles que se tornam avós também ganham licença de até três dias para conhecerem e ajudarem com os netos. LEIA TAMBÉM: Apoio do pai durante a amamentação pode prolongar a prática, diz estudo

2. Johnson & Johnson (produtos)

De acordo com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, colaboradores que são pais e mães têm suas questões que envolvem o apoio à infância vistas pelas áreas de Recursos Humanos e Diversidade & Inclusão. Além disso, “há um esforço consciente de dispor de uma liderança bem informada sobre os temas relacionados a iniciativas que contemplam a paternidade e a maternidade na companhia”, afirma o site da Fundação.

3. Vivo (comunicações)

A empresa é participante do Programa Na Mão Certa, promovido pela ChildHood Brasil, que busca informar e impulsionar o tema da proteção da infância e da adolescência no país. A parceria com empresas privadas, como a Vivo, faz com que a pauta se tornem recorrente no meio, levando informação, estratégias e soluções para um maior apoio à primeira infância tanto para os funcionários da empresa quanto para outras organizações. LEIA TAMBÉM: Mães deixam mercado de trabalho cinco vezes mais que pais

4. Takeda (setor farmacêutico)

A empresa conta com Comitês de Diversidade, com participação dos colaboradores de diversas áreas da instituição. Dois desses comitês tratam do tema da primeira infância: o de gênero e o etário. A comunicação interna conta com informação e reivindicação de mudanças no cenário da parentalidade e apoio à família, além de eventos propostos para discutir temas pertinentes à pais e mães que trabalham na empresa.

5. Santander Brasil (setor financeiro)

Auxílio-creche, auxílio babá, lactários nos centro administrativos, bolsas de estudos para crianças com deficiência intelectual. Esses são alguns dos suportes oferecidos pela empresa aqui no Brasil. Além disso, o tema de apoio à primeira infância é sempre discutido e visto como prioridade entre gestores da organização. LEIA TAMBÉM: Home office: o dia a dia das mães com os novos ‘colegas de trabalho’

Qual a importância de investir na primeira infância?

A primeira infância, que vai dos 0 aos 6 anos é o momento em que ocorrem as maiores transformações do ser humano. Por isso, nesse período, a atenção e presença dos pais é essencial para o desenvolvimento da criança. Entretanto, aliar a vida profissional com a pessoal, quando se tem filhos, pode ser um desafio. Um estudo do Insper mostrou que 38% das mulheres casadas, que não trabalhavam, gostariam de estar empregadas e não tinham com quem deixar os filhos. Por outro lado, entre os pais entrevistados, a percepção é de melhoria nas relações de trabalho com a chegada de filhos, havendo inclusive a perspectiva de aumento de salário que supriria uma maior responsabilidade familiar. “Crianças que recebem estímulos apropriados durante a primeira fase da vida têm desenvolvimento emocional e cognitivo mais saudável, que se reflete nas realizações na fase adulta. Acreditamos que investir na primeira infância seja o melhor caminho para diminuirmos as desigualdades sociais e interrompermos o ciclo de pobreza das famílias brasileiras”, conclui a CEO da Fundação. LEIA TAMBÉM: Como trabalhar em casa com crianças sem perder a calma (e a sanidade)Quer receber mais conteúdos como esse? Clique aqui para assinar a newsletter da Canguru News. É grátis!