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Cebola sobe 31% e preço da cesta básica do paulistano ultrapassa salário mínimo

Os principais responsáveis pelo aumento em maio foram os grupos alimentação e limpeza, com altas de 1,70% e 0,36%, respectivamente

Quem são as pessoas que não devem comer muitas cebolas?

Tempero indispensável na maioria das cozinhas brasileiras, o preço da cebola disparou no comércio de São Paulo, marcando uma alta de 31,70%, a maior entre todos os produtos pesquisados na cesta básica do paulistano no mês de maio, segundo o levantamento do Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A pesquisa Procon/Dieese mostra que no mês passado a cesta básica do paulistano ultrapassou o valor do salário mínimo. O preço médio da cesta, que em abril era de R$ 1.209,71, passou para R$ 1.226,12 em maio. O salário mínimo nacional é de R$ 1.212,00.

Os principais responsáveis pelo aumento em maio foram os grupos alimentação e limpeza, com altas de 1,70% e 0,36%, respectivamente. No ano, o preço da cesta já acumula uma alta de 12,69%.

Individualmente, além da cebola, os preços que mais subiram na cesta básica foram o desodorante spray, com 6.80%, salsicha avulsa, com 6,33%, queijo mussarela fatiado, 5,55% e farinha de mandioca torrada, 4,91%.

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Os produtos que registraram as maiores quedas neste mês de maio foram o papel higiênico fino branco, com -8,85%, biscoito recheado, -5,91%, absorvente aderente, -4,27%, sabão em barra, -1,65% e frango resfriado inteiro, -1,60%.

De acordo com a pesquisa do Procon-SP, entre os 39 produtos pesquisados que compõem a cesta básica, 27 tiveram alta, nove baixaram o preço e três mantiveram os preços estáveis.

Na variação anual, a pesquisa mostra que de maio de 2021 até maio de 2022, a cesta básica teve reajuste acumulado de 18,07%.

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