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Greve dos motoristas em SP: rodízio, faixas exclusivas e corredores de ônibus estão liberados

Previsão é de que a greve dure 24 h, de cordo com Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores de São Paulo

Em função da greve dos motoristas na cidade de São Paulo nesta terça-feira, a prefeitura determinou a suspensão do rodízio municipal de veículos e a liberação das faixas exclusivas e dos corredores de ônibus para uso de carros de passeio no período da manhã.

A greve foi aprovada nesta segunda-feira após a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo terminar sem acordo entre o Sindicato dos Motoristas e Cobradores e as empresas de transporte coletivo.

A categoria pede reajuste de 12,47% e aumento do vale-refeição e na participação dos lucros no mesmo percentual, além do fim da hora de almoço não remunerada retroativo a maio. Os donos de frota propõem que o aumento seja dado somente após outubro.

Segundo a SPTrans, o Sindicato dos Motoristas não cumpriu a decisão da Justiça de manter 80% da frota funcionando em horário de pico e 60% nos demais horários e por isso cobrará a multa determinada pelo Tribunal de R$ 50 mil por dia.

A autarquia informa que fez ajustes para minimizar os impactos da greve, entendendo o atendimento das principais linhas em operação até terminais com integração com o metrô nas regiões mais afetadas da periferia.

Veja abaixo a relação de empresas que tinham operação parada nesta manhã:

  • Santa Brígida (Zona Norte);
  • Gato Preto (Zona Norte);
  • Sambaíba (Zona Norte);
  • Express (Zona Leste);
  • Viação Metrópole (Zona Leste);
  • Ambiental (Zona Leste);
  • Via Sudeste (Zona Sudeste);
  • Campo Belo (Zona Sul);
  • Viação Grajaú (Zona Sul);
  • Gatusa (Zona Sul);
  • KBPX (Zona Sul);
  • MobiBrasil (Zona Sul);
  • Viação Metrópole (Zona Sul);
  • Transppass (Zona Oeste);
  • Gato Preto (Zona Oeste).

Veja abaixo todas as reivindicações dos motoristas e cobradores:

  • Reajuste Salarial de 12,47%, mais aumento real;
  • Vale refeição de R$ 33 (unitário);
  • Equiparação de todos os benefícios para os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema complementar (empresas novas);
  • Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de R$ 2.500;
  • Fim das escalas com uma hora para refeição sem remuneração;
  • Reajustes nos valores dos benefícios como auxílio funeral, seguro de vida, convênio médico e odontológico;
  • Adequação das nomenclaturas do Plano de Carreira do Setor de Manutenção, equiparação salarial e promoção para funcionários e funcionárias Fora de Função.
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