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Jovem brasileira presa na Tailândia pode ser condenada à morte?

Jovem de 21 anos foi presa com mais dois brasileiros com um total de 15,5 quilos de cocaína

A família da jovem Mary Hellen Coelho Silva, 21 anos, teme pela vida da jovem presa na Tailândia desde a semana passada. Ela e mais dois brasileiros foram presos no Aeroporto de Bangkok na semana passada com 15,5 quilos de cocaína e todos foram indiciados por tráfico internacional de drogas.

O medo não é por acaso. Na Tailândia, assim como na Indonésia e outros países do leste asiático são muito pouco tolerantes com traficantes e punem o crime de tráfico internacional com prisão perpétua ou até mesmo com a pena de morte, dependendo da quantidade apreendida e do entendimento dos juízes. O caso ainda será julgado pelas autoridades tailandesas e a decisão pode demorar meses.

De acordo com os funcionários da alfândega, os dois primeiros detidos foram um homem e a jovem Mary Hellen, que embarcaram em Curitiba, após os funcionários da alfândega encontrarem 9 quilos de cocaína em um compartimento oculto nas malas. Horas depois um morador da cidade de Apucarana, também no Paraná, de 24 anos, foi preso com mais 6,5 quilos da droga escondidos em duas malas.

De acordo com a irmã da jovem Mary Hellen, Mariana Coelho, que vive em Pouso Alegre, em Minas Gerais, sua filha entrou em contato por áudio pedindo desesperadamente que ela a ajudasse de alguma forma, que entrasse em contato com a embaixada brasileira para tentar tirá-la da cadeia tailandesa.

Mariana disse que a irmã trabalhava em uma churrascaria da cidade e ninguém da família desconfiou que ela estivesse envolvida com tráfico de drogas. Ela disse também que desde a prisão a família não tem mais notícias de Mary e que contratou um advogado para tentar fazer com que ela seja julgado pela justiça brasileira ou pelo menos evitar a execução da jovem.

LEIA TAMBÉM: Saiba quem é a brasileira que pode ser condenada à morte na Tailândia por tráfico

PENA DE MORTE

Em um caso similar, mas ocorrido na Indonésia, em 2015, o brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi executado por um pelotão de fuzilamento, também condenado por tráfico internacional de drogas.

Rodrigo foi preso tentando entrar no país com 6 quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe.

Apesar da tentativa do governo brasileiro na época para evitar a pena de morte em função do seu ‘quadro psiquiátrico’, já que o brasileiro havia sido diagnosticado com esquizofrenia por dois relatórios médicos, a alegação não foi acatada e ele foi fuzilado.

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