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China proíbe tatuagens na seleção nacional e pede a jogadores para removê-las

autoridades do país tentam conter a moda que consideram vulgar e decadência moral

O Ministério do Esporte da China anunciou nesta semana a proibição de tatuagens em jogadores de futebol da seleção nacional e convidou aqueles que as possuem para removê-las. As autoridades do país tentam conter a moda que consideram vulgar e querem impor valores patrióticos em oposição ao que eles veem como decadência moral vinda do exterior.

Desde a última terça-feira, os jogadores têm uma “proibição formal de fazer novas tatuagens”. Ainda de acordo com o governo chinês, em circunstâncias particulares, os desenhos “devem ser cobertos durante os treinos e competições”, acrescentou.

A medida afeta diretamente jogadores brasileiros naturalizados que atuam pela seleção chinesa. É o caso dos atacantes Elkeson, ex-Botafogo, e Ricardo Goulart, ex-Cruzeiro e Palmeiras, que possuem tatuagens nos braços. No caso das categorias inferiores da seleção nacional, abaixo dos 20 anos, os treinadores serão “estritamente proibidos” de convocar jogadores tatuados.

As tatuagens são desaprovadas na sociedade predominantemente conservadora da China, mas estão começando a se tornar populares entre os jovens das grandes cidades. A federação chinesa de futebol já havia ordenado que seus jogadores encobrissem tatuagens nos últimos anos e enviou jovens atletas a campos militares para receber uma educação de tipo marxista.

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Alguns torcedores denunciaram a medida, classificando-a como política e com pouca consideração pelo esporte.

No passado, o país encarou outras controvérsias sobre a estética no esporte. A lenda britânica David Beckham apareceu em um documentário da televisão pública chinesa com quase todo o corpo pixelado para cobrir suas múltiplas tatuagens. Em outra ocasião, uma partida de futebol feminino de faculdade foi cancelada depois que as jogadoras foram proibidas de tingir o cabelo.

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