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João de Deus é condenado a mais 44 anos de prisão por estupro de quatro mulheres

Denúncia acusou ainda crimes contra uma quinta vítima, mas médium foi absolvido por falta de provas

A Justiça de Goiás condenou o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, a mais 44 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes sexuais contra quatro mulheres entre os anos de 2009 e 2018.

A sentença foi publicada nesta quinta-feira (25) no Diário de Justiça do Estado. O médium foi condenado por dois crimes de estupro e dois de estupro de vulnerável. A denúncia acusou ainda crimes contra uma quinta vítima, mas João de Deus foi absolvido por falta de provas.

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Além da pena, ele deverá pagar indenizações por danos morais às mulheres. Os valores vão de R$ 20 mil a R$ 75 mil. Cabe recurso da sentença, que foi decretada em primeira instância.

Condenado por abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais, João de Deus acumula outras três sentenças que somam 63 anos e quatro de meses de prisão por estupro, violação sexual mediante fraude e porte ilegal de armas. O médium nega as acusações de abuso sexual.

Ele ficou preso entre dezembro de 2018 e março de 2020 no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, mas deixou o presídio para cumprir pena em regime domiciliar por pertencer ao grupo de risco em caso de contágio pela covid-19. Desde então, é obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com testemunhas e vítimas.

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