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Brasil fica fora do acordo da Pfizer para liberação de genérico do comprimido contra covid

Licença permite que 95 países comprem remédios genéricos do Paxlovid, nova aposta contra covid-19

O Brasil não consta na lista dos 95 países que serão beneficiados pelo acordo anunciado pelo laboratório Pfizer que vai permitir a fabricação de genéricos de seu comprimido contra a covid-19, o Paxlovid, que acaba de ser lançado.

A farmacêutica americana anunciou a concessão da licença voluntária do novo remédio nesta terça-feira.

Pelo acordo, laboratórios de genéricos de todo o mundo poderão manufaturar o remédio e fornecê-los a qualquer um dos países da lista a preços abaixo da Pfizer. O Brasil terá que comprar o remédio diretamente do laboratório norte-americano, a preços de mercado.

Foram excluídos também do acordo a Líbia, China, Cuba, Iraque, Rússia e Jamaica.

Pelo acordo, a Pfizer abre mão dos royalties sobre a venda nos países de baixa renda enquanto a emergência de saúde pública permanecer.

“É escandaloso que um país com uma carga pesada como o Brasil seja mais uma vez deixado para trás no acesso ao tratamento”, disse o coordenadora da campanha da ONG Médicos Sem Fronteiras, o brasileiro Felipe Carvalho.

O novo medicamento contra covid-19 da Pfizer, o Paxlovid, foi anunciado no início de novembro e ainda está em fase experimental, mas nos testes foi capaz e reduzir o risco de hospitalização e morte em até 89%. O Brasil iniciou testes com o medicamento na semana passada.

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Outros laboratórios também começam a anunciar novas drogas no combate à doença. A Merck também facilitará a fabricação de genérico de seu novo remédio, o Molnupiravir.

A China também anunciou lançamento do seu medicamento para tratamento da covid-19 baseado no uso de anticorpos monoclonais que é capaz e neutralizar o coronavírus, de acordo com o jornal oficial do Partido Comunista Chinês.

O remédio, que ainda está em fase de testes, reduziu em até 78% os casos de hospitalização e mortes por covid, de acordo com a China.

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