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Polícia Civil prende 21 pessoas em ação contra pedofilia em SP

Ação teve como alvo suspeitos de armazenar, produzir e comercializar material de abusos contra crianças e adolescentes

Uma operação contra pedofilia prendeu 21 pessoas nesta terça-feira (19), em São Paulo. Segundo a Polícia Civil, mais de 300 dispositivos eletrônicos e quase 500 mídias que continham fotos ou vídeos de abusos contra crianças e adolescentes foram apreendidos.

O cumprimento de mandados de busca e apreensão foram realizados durante a Operação Paidós, que teve como alvo pessoas suspeitas de armazenar, produzir e comercializar material de pedofilia. A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

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“Foram quase quatro meses de investigação [de crimes de pedofilia] e nós pedimos ao judiciário mandados para busca e apreensão em 50 locais”, explicou o delegado Albano David Fernandes, diretor do departamento.

As diligências foram realizadas em diferentes regiões da capital paulista e a maioria das 21 prisões em flagrante efetuadas na Zona Norte. “Isso é fruto do trabalho minucioso de inteligência da polícia. [A pedofilia] É um crime bárbaro, que deixa sequelas em crianças e adolescente. Combater essa modalidade criminosa é uma preocupação não só do Decap, mas da Polícia Civil de todo o Estado”, afirmou o delegado.

Além das detenções, foram apreendidos 315 dispositivos eletrônicos, entre celulares, pendrives, tabletes, computadores, além de 493 CDs e DVDs. “Coletamos muito conteúdo pornográfico. Agora vamos analisar e individualizar a conduta de cada um”, explicou Fernandes. “Também vamos nos debruçar sobre esse material para ver se tem alguém que produza esse tipo de filme para comercializar ilegalmente no mercado”, completou.

Os presos nesta operação foram autuados por adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. As investigações prosseguem, por meio de inquérito, para que os possíveis produtores desse conteúdo sejam identificados e responsabilizados.

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