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Ministério da Saúde recua e volta a recomendar vacinação de adolescentes contra covid-19

Anúncio ocorre menos de uma semana após ministro criticar campanha.

O Ministério da Saúde recuou e voltou a recomendar a vacinação contra covid-19 de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades, na noite desta quarta-feira (22). A medida ocorre menos de uma semana depois que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a campanha antecipada dos estados e falar sobre «eventos a serem investigados».

Durante entrevista coletiva nesta noite, o porta-voz do ministério destacou que «os benefícios da vacinação são maiores do que os eventuais riscos dos eventos adversos da sua aplicação». Ainda assim, a pasta pediu que sejam priorizados adolescentes com comorbidades e em liberdade limitada.

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«Comparando tudo o que foi aplicado, mesmo com esses supostos erros de imunização, é um percentual muito baixo (…) então, hoje o ministério não suspende mais de forma cautelar a imunização em adolescentes sem comorbidades», continuou o comunicado.

Segundo o ministério, a orientação para suspender a vacina decorreu de dois fatos: o primeiro foi a morte de uma adolescente em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, sete dias depois de receber o imunizante da Pfizer. Porém, um Comitê formado por representantes do próprio ministério, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negou que a morte da menor tenha relação com a vacinação.

O segundo ponto, segundo o ministério, é que havia na «base de dados alguns adolescentes vacinados com imunizantes não autorizados para o grupo». Do total de pessoas entre 12 e 17 anos e registrados no sistema do Ministério, apenas 0,7% foram imunizados com outra vacina diferente da Pfizer.

Vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Santa Catarina e Amazonas, mantiveram a vacinação apesar da recomendação da Saúde.

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