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Foco 14/09/2021

Queda de infecções e óbitos por covid-19 faz Brasil voltar a respirar

Por : Diego Brito - Metro

Aos poucos, o Brasil vai deixando a covid-19 para trás. Calma! A pandemia não acabou e um futuro sem o vírus ainda é inimaginável. Mas os dados diários do Ministério da Saúde mostram que o país voltou a respirar sem a ajuda de aparelhos e agora vislumbra uma melhora efetiva na situação epidemiológica. 

A atual média móvel de novos casos de covid-19 dos últimos sete dias está em 15.213, a menor registrada desde maio de 2020, quando o Brasil não tinha atravessado nem a primeira onda da covid-19. A média móvel de óbitos, incluindo os registrados ontem, chegou a 465, a mais baixa desde 27 de novembro de 2020 – o número vem diminuindo desde julho de 2021. Os dois índices caíram quase 65% nos dois últimos meses.

O principal motivo para a melhora do cenário da pandemia tem nome: vacina. De acordo com Monica Levi, diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), o avanço da vacinação tem feito os números despencarem, já que as medidas mais drásticas de distanciamento social não estão mais em vigor no Brasil.

Por outro lado, a especialista mostra preocupação com a variante delta, que teve origem na Índia. “Ainda não dá para analisar o impacto da delta no Brasil. Em outros países, como Israel e Estados Unidos, houve uma terceira onda por causa dela, principalmente no aumento de infecções. Precisamos ver como ela vai agir no por aqui”, disse.

Mesmo com os números otimistas, “temos um caminho longo pela frente”, enfatiza Monica, principalmente por causa do índice de vacinados no Brasil com as duas doses, que atualmente está em 34,9%. 

“Só quem recebeu as duas aplicações está devidamente protegido. Mais uma vez, o maior perigo é a delta e também outras variantes. Diversos estudos comprovam que as vacinas perdem a eficácia contra a delta. O nível cai ainda mais com uma dose só.”

Pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) aponta que a delta já está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. No Rio de Janeiro, por exemplo, a cepa já é a dominante.

Além da vacina, outra importante arma no combate ao coronavírus é a máscara, acessório que a população ainda terá de usar por um bom tempo. “Continua sendo imprescindível. A máscara ajuda muito no efeito positivo da vacinação, principalmente em relação aos novos casos porque ela barra a disseminação”, afirma Monica.

O cenário da pandemia no Brasil é positivo, mas a especialista ressalta que, caso seja necessário, as restrições podem voltar. “É preciso sempre manter a vigilância.”