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Foco 13/09/2021

Café fica ‘mais amargo’ com alta da cesta básica

A cesta básica de agosto trouxe para a maioria dos brasileiros um item extra e nada apetitoso: o aumento do preço. De acordo com o levantamento mensal do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o custo médio dos alimentos que compõem a cesta subiu em 13 das 17 capitais pesquisadas.


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As maiores altas foram observadas em Campo Grande (3,48%), Belo Horizonte (2,45%) e Brasília (2,10%). A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 664,67), seguida pelas de Florianópolis (R$ 659,00), São Paulo (R$ 650,50) e Rio de Janeiro (R$ 634,18). Na comparação com agosto de 2020, neste mesmo mês de 2021, o valor subiu em todas as capitais, oscilando entre 11,90%, em Recife, e 34,13%, em Brasília.

Com base na cesta mais cara, desta vez em Porto Alegre, e considerando as “necessidades básicas de alimentação, educação, moradia, saúde e transporte”, o Dieese estimou que a renda mínima necessária para uma família de dois adultos e duas crianças deveria ser equivalente a R$ 5.500, cinco vezes mais que o piso vigente do salário mínimo, de R$ 1.100. Para efeito de comparação, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a renda média per capita no Brasil em 2020 foi de R$ 1.380.

Entre os produtos que ajudaram a puxar o custo da cesta, está o café em pó, com preço mais elevado em todas as capitais, e o açúcar, que só “se salvou” em Natal.

Campeões do dissabor

  • O café em pó subiu nas 17 capitais pesquisadas, com altas que oscilaram entre 0,71% (Recife), e 24,78% (Vitória). Os preços subiram porque os produtores retiveram o grão com a expectativa de menor oferta e maior demanda devido às geadas do final de julho
  • Para completar o estrago no café da manhã, o litro do leite integral teve acréscimo em 14 capitais e a manteiga, em 12. A oferta restrita de leite no campo fez com que houvesse disputa entre as indústrias de laticínios para a compra da matéria-prima e, por consequência, os preços aumentaram
  • O açúcar aumentou em 16 capitais. A oferta menor por causa do clima seco e da geada no Sudeste foi o principal fator de elevação do preço médio. Florianópolis (10,54%) registrou a maior alta e Natal (-2,78%) foi a única capital com recuo
  • A batata completa a lista de ‘vilões’, com aumento em 9 das 10 capitais do Centro-Sul, onde o produto foi pesquisado. O clima diminuiu o ritmo da colheita e a oferta de tubérculos foi menor no varejo

Custo progressão nas capitais pesquisadas

Valor da cesta (variação mensal):
• Porto Alegre: 664,67 (+1,18%)
• Florianópolis: 659 (+0,70%)
• São Paulo: 650,50 (+1,56%)
• Rio de Janeiro: 634,18 (+2,07%)
• Vitória: 618,96 (+1,06%)
• Campo Grande: 609,33 (+3,48%)
• Curitiba: 600,47 (-3,12%)
• Brasília: 594,59 (+2,10%)
• Goiânia: 565,40 (+0,58%)
• Belo Horizonte: 562,95 (+2,45%)
• Fortaleza: 552,24 (-1,88%)
• Belém: 530,13 (+1,43%)
• Natal: 508,04 (+0,30%)
• Recife: 491,46 (+0,79%)
• João Pessoa: 490,93 (-0,28%)
• Salvador: 485,44 (+0,59%)
• Aracaju: 456,40 (-6,56%)