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Foco 10/09/2021

Talibã pretende proibir a prática esportiva entre mulheres no Afeganistão

O novo governo Talibã deu sinais de que pretende proibir as mulheres de praticar esportes ‘onde elas sejam expostas’.

O governo Talibã deu sinais de que pretende proibir as mulheres de praticarem esportes “onde elas sejam expostas”.

 Os combatentes temem que as jogadoras deixem de cobrir “rosto e corpo”, conforme declaração do vice-chefe da comissão cultural, Ahmagullah Wasig.

Segundo notícia publicada pelo Metro UK, Wasig não especificou quais práticas esportivas serão proibidos, mas espera-se que seja uma proibição geral, já que ele destacou o críquete, esporte no qual as mulheres já jogam com roupas que cobrem completamente o corpo.

Em declaração à emissora australiana SBS, Wasig disse: “Não acho que as mulheres terão permissão para jogar críquete porque não é necessário que as mulheres o joguem. No críquete elas podem enfrentar uma situação em que seu rosto e corpo não serão cobertos. O Islã não permite que as mulheres sejam vistas assim”.

A prática esportiva deverá ser proibida para as mulheres afegãs

Segundo Wasig, a decisão foi reforçada por conta da presença midiática. “É a era da mídia, e haverá fotos e vídeos, as pessoas assistirão. O Islã e o Emirado Islâmico (Afeganistão) não permitem que as mulheres joguem críquete ou pratiquem esportes que as deixem expostas”.

A declaração vem após o governo Talibã anunciar restrições a prática de esportes pelas mulheres e a protestos, que agora requerem autorização.

Todas as manifestações realizadas no país agora dependem de aprovação oficial para serem realizadas, bem como fazes utilizadas pelos manifestantes devem ser previamente aprovadas.

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Qualquer pessoa flagrada participando de protestos não autorizados poderá “enfrentar graves consequências legais”, conforme divulgado pelo Ministério do Interior. No entanto, o temor é de que estas punições possam ser mais severas.

Pessoas agitando a bandeira nacional durante um comício no dia da independência do país foram baleadas e mortas por combatentes do Talibã, que também foram acusados de espancar violentamente jornalistas que cobriam os protestos.