logo
Foco
/ CC0 Creative Commons / CC0 Creative Commons
Foco 10/09/2021

Pelo menos quatro estados brasileiros registram casos da ‘doença da urina preta’

Amazonas e Bahia já têm diagnósticos; Ceará e Pará aguardam análises.

Por : Metro World News

Casos da Síndrome de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, são registrados em pelo menos quatro estados do país. De acordo com o Ministério da Saúde, já há registros confirmados de infecção no Amazonas e na Bahia, mas ainda são esperados o resultado de análises feitas no Ceará e Pará.

A Doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes como o tambaqui, o badejo, a arabaiana ou em crustáceos, como a lagosta, o lagostim e o camarão. Ela deixa a urina com coloração escura, provoca dores musculares, falta de ar e insuficiência renal. Em casos mais graves, pode ser preciso fazer hemodiálise.

Leia também:

O Amazonas registrou pelo menos 61 casos da doença da urina preta em dez municípios do estado, entre eles está o caso de uma mulher de 51 anos morreu em Itacoatiara. Na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) registrou 13 casos da doença, sendo que outros cinco ainda estão sob investigação.

No Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) investiga nove casos suspeitos. Os episódios foram notificados até 21 de agosto deste ano. No Pará, a Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) revelou que apura três possíveis casos da doença, entre eles de um homem de 55 anos que morreu no último dia 7.

A doença

Com causas ainda pouco conhecidas, a Síndrome de Haff se caracteriza por uma síndrome de rabdomiólise – ruptura de células musculares – sem explicação. Isso predispõe ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular. As pessoas contaminadas podem apresentar dores musculares intensas, atingindo principalmente a região cervical, membros inferiores e superiores.

Autoridades de saúde recomendam que, aos primeiros sintomas, o paciente busque uma unidade de saúde e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a hidratação é fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina.