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Presidente também passou por Brasília, Ceilândia e Taguatinga / Antonio Molina/Fotoarena/FolhapressPresidente também passou por Brasília, Ceilândia e Taguatinga / Antonio Molina/Fotoarena/Folhapress
Foco 09/08/2021

No Dia dos Pais, Bolsonaro faz ‘motociata’ pelo voto impresso

Por : Diego Brito - Metro

Últimas cartadas. Presidente reúne apoiadores e causa aglomeração durante passeio de moto em Brasília


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O presidente da República, Jair Bolsonaro, mexeu suas últimas peças no tabuleiro da política brasileira no final de semana para tentar fazer pressão e aprovar o projeto do voto impresso na Câmara dos Deputados. Ontem, ele promoveu mais uma “motociata” com apoiadores em Brasília e causou aglomeração ao cumprimentar os participantes em Brasília. O mesmo ocorreu no sábado, em Florianópolis (SC).

O ato teve concentração da praça dos Três Poderes e depois passou por Ceilândia e Taguantinga, também no Distrito Federal. Foi o oitavo encontro do tipo com apoiadores neste ano. O primeiro ocorreu também em Brasília, no início de maio.

Diferentemente de outras ocasiões recentes, desta vez o presidente não ameaçou os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Bolsonaro também não fez ataques diretos à urna eletrônica, mas saiu novamente em defesa do voto impresso. Desde as eleições de 2018, ele diz que a votação eletrônica é passível de fraude, mas não provou as supostas irregularidades.

O comportamento do presidente no sábado foi mais agressivo ao defender o projeto que altera o sistema eleitoral no Brasil. “Querem no tapetão decidir as coisas no Brasil. Isso não pode ser dessa maneira. Democracia nasce do voto responsável e contabilizado”, disse.
A polêmica PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso é um dos pilares da crise institucional que está instalada no país.

Isso porque ao defender o projeto, Bolsonaro ameaçou a realização das eleições em 2022 e passou a atacar autoridades do Judiciário, com foco em Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, e Alexandre de Moraes, ministro responsável por inserir o presidente no inquérito das fake news.

Na semana passada, o presidente do STF, Luiz Fux, encerrou o diálogo com Bolsonaro ao cancelar a reunião dos chefes dos três Poderes que estava sendo organizada para cessar a crise institucional.