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Marquise do Ibirapuera será recuperada

Patrimônio histórico e arquitetônico da capital, a marquise do parque Ibirapuera, na zona sul, que está interditada desde fevereiro de 2019 depois que acidentes revelaram que a estrutura corre risco de desabar, passará, enfim, por uma reforma.

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O primeiro passo foi dado no fim de semana com a publicação do edital para contratação dos projetos básico e executivo que vão guiar as obras de recuperação.

A estimava é de que só essa etapa vai custar R$ 623 mil. Os envelopes com as propostas deverão ser abertos no próximo dia 19 e o vencedor terá oito meses, a partir da assinatura do contrato, para entregar os planos. Só com os projetos prontos é que a Prefeitura de São Paulo vai saber quanto a obra vai custar e quando os trabalhos terão início e fim.

Caindo em pedaços

A necessidade de obras urgentes na marquise, que tem 27 mil metros quadrados, começou a chamar atenção em 2017, depois que partes do forro vieram ao chão.

No ano seguinte, um laudo encomendado pela prefeitura apontou que a estrutura tinha infiltrações e falhas estruturais que poderiam levar ao “colapso a qualquer momento do revestimento da laje inferior”. A partir de fevereiro de 2019, o espaço foi interditado.

Os problemas, no entanto, já haviam aparecido alguns anos antes. Entre 2013 e 2014 – logo após uma grande reforma – trincas foram identificadas e um pedaço do forro também caiu.

Patrimônio nacional

Aberta em 1954 com o parque Ibirapuera – que foi inaugurado como um presente pelos 400 anos da capital –, a marquise foi projetada por Oscar Niemeyer para conectar os seu diversos equipamentos culturais, como a Oca, a Bienal e o Pavilhão das Culturas.

Com o tempo e o uso, a marquise deixou de ser um local de encontros e passagem e ganhou mais vocação para o lazer, se tornando o reduto dos skatistas e patinadores do parque, que se aproveitam do piso lisinho para fazer manobras.

Segundo o edital, desde a sua inauguração, a marquise, que é tombada como patrimônio pelas três esferas da federação, passou por apenas duas grandes reformas: uma em 1987 e outra entre 2010 e 2012. A última custou R$ 14,3 milhões.

Parque volta ao ‘normal’ 

A partir desta semana, todos os parques da capital voltam a ter autorização para funcionar nos horários de antes do surgimento da pandemia. As áreas verdes municipais já haviam recebido essa ordem ainda em julho enquanto que os parques estaduais foram liberados das restrições de tempo no domingo. 

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