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Como foi o ato pró-Bolsonaro e voto impresso na Paulista

Na urna. Manifestantes também criticaram o STF, o ex-presidente Lula e o governador Doria. Em vídeo, Bolsonaro voltou a ameaçar as eleições e disse que contagem pública garante democracia


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Manifestantes que apoiam o presidente Jair Bolsonaro se reuniram na tarde de ontem na avenida Paulista, no centro da capital, em ato a favor da adoção do voto impresso nas eleições. Os protestos se repetiram em diversas cidades do estado, como Bauru, Campinas, Piracicaba e Santos, e também foram realizados em ao menos outras 20 capitais e em Brasília, no Distrito Federal.

Os manifestantes que foram ontem à Paulista se concentraram no quarteirão entre os prédios da Fiesp e do Masp. O ato começou às 14h, com a execução do hino nacional. Entre as centenas de pessoas, muitas delas vestidas de verde e amarelo e sem máscara, dezenas de cartazes pediam pela implementação do voto impresso.

Os manifestantes também traziam mensagens e palavras de ordem com críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), gritavam “Lula ladrão” (contra o ex-presidente da República) e “fora, Doria” (para o atual governador de São Paulo).

Bolsonaro não participou do encontro, mas enviou uma mensagem específica aos seus apoiadores concentrados na Paulista. No vídeo, que foi transmitido pelos paineis montados nos carros de som, o presidente afirmou que a aprovação do voto impresso garantiria “liberdade e eleições justas” no Brasil.

Bolsonaro também direcionou mensagens personalizadas para os manifestantes reunidos em Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF).

No vídeo aos seus apoiadores da capital federal, Bolsonaro voltou a ameaçar o pleito do ano que vem ao dizer que: “sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição”. O presidente afirmou que os seus apoiadores são o seu “exército”. “Juntos, nós faremos o que tiver que ser necessário para que, repito, haja contagem pública dos votos e tenhamos eleições democráticas no ano que vem.”

Na Câmara, tema volta ao debate nesta semana

A discussão sobre a PEC (proposta de emenda à Constituição) que trata do voto impresso auditável deverá ser retomada nesta semana com o fim do recesso na Câmara. A matéria está em discussão em comissão especial, mas o próprio presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), disse acreditar que a proposta não terá apoio para chegar ao plenário.

A retórica bolsonarista defende o voto impresso como uma arma contra as fraudes eleitorais. A urna eletrônica é usada há 25 anos e nunca se comprovou nenhuma violação.

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