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/ GUARULHOS, SP, 18.06.2015: HABITAÇÃO-SP - As regiões do ABC e da Grande São Paulo tiveram os melhores números de lançamentos e vendas imobiliárias, em comparação à capital. Homens trabalham na obra do residencial Cidade Maia na avenida Bartolomeu de Castro, em Guarulhos (SP). (Foto: Raquel Cunha/Folhapress) / GUARULHOS, SP, 18.06.2015: HABITAÇÃO-SP - As regiões do ABC e da Grande São Paulo tiveram os melhores números de lançamentos e vendas imobiliárias, em comparação à capital. Homens trabalham na obra do residencial Cidade Maia na avenida Bartolomeu de Castro, em Guarulhos (SP). (Foto: Raquel Cunha/Folhapress)
Foco 29/07/2021

Crédito imobiliário da Caixa tem maior valor da história

Por : Vanessa Selicani - Metro

Nunca na história se contratou tanto crédito imobiliário no Brasil. Números divulgados ontem pela Caixa Econômica Federal revelam recordes em volumes de financiamentos. O banco detém atualmente 67,7% das concessões no país, muito à frente das demais instituições financeiras.

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De acordo com o balanço, junho se tornou o mês com maior volume de contratos da história, alcançando R$ 13,1 bilhões. O mês foi marcado pela realização do primeiro Feirão Digital Caixa da Casa Própria, evento responsável pelo encaminhamento de R$ 3,9 bilhões em negócios.

O balanço do primeiro semestre revela R$ 65,4 bilhões contratados no período, um crescimento de 36% na comparação com o mesmo período de 2020, marcado pelo início da pandemia de covid-19. O valor também é recorde. Foram 153,7 mil novas unidades habitacionais contratadas, distribuídas em 1.207 empreendimentos nos primeiros seis meses de 2021.

O aumento nos financiamentos imobiliários, apesar do momento de crise financeira no país, é reflexo de juros mais baixos no mercado. Em junho, por exemplo, 40% dos novos financiamentos foram na modalidade Poupança Caixa, lançada em março deste ano. A linha de crédito imobiliário tem juros atrelados à poupança, que atualmente varia de acordo com a Selic. Ela tem também um teto de 10,16% ao ano, para garantir que a retomada de alta na Selic não afete totalmente o financiamento. A Caixa atribuiu ontem os valores recordes também às medidas de redução temporária e paralisação em alguns casos das prestações para todos os clientes durante a pandemia. Outros fatores apontados como importantes para o aquecimento são as aquisições para investimento com a alta no IGP-M, índice que regula os aluguéis, e facilidades para os consumidores com a digitalização de processos bancários. 

A expectativa do mercado é que a aquisição de imóveis continue aquecida neste ano. A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou na segunda-feira projeção de crescimento de 4% em 2021 de seu PIB (Produto Interno Bruto). “O incremento do financiamento imobiliário, as taxas de juros ainda em baixo patamar, a melhora do ambiente econômico, a demanda consistente, mesmo diante da pandemia, e a continuidade de pequenas obras e reformas são algumas das razões que ajudam a justificar a projeção atual”, analisou a entidade no balanço.