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Museu da Língua Portuguesa reabre no fim de semana

Fechado desde dezembro de 2015, quando um incêndio atingiu sua estrutura, o Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado no sábado e reaberto oficialmente ao público no domingo. Os ingressos, a R$ 20, já estão à venda pela internet (https://bit.ly/3l7gs2D), com dia e hora marcados porque o número de visitantes será restrito a 40 pessoas em intervalos de 45 minutos.

Instalado na histórica Estação da Luz, o espaço que celebra nosso idioma é cercado pela mistura de sotaques do país e também dos diálogos em francês, espanhol e coreano dos imigrantes que trabalham e vivem no entorno. É uma história atualizada dos estrangeiros que desembarcavam no porto de Santos e chegavam à capital pela estação.

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Criados pelos arquitetos Paulo e Pedro Mendes da Rocha em 2006, os conceitos estruturantes do projeto da intervenção original  foram mantidos.

Houve, no entanto, a criação de um terraço no terceiro piso com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio, em homenagem a Paulo Mendes da Rocha, que morreu em maio. Com a modificação de espaços, os andares superiores ganharam novas salas para esta nova fase.

Infraestrutura

A verba para a reconstrução do Museu foi de R$ 85,8 milhões, sendo que a maior parte  veio de parceria com a iniciativa privada, via lei federal de incentivo à cultura e também da indenização do seguro contra incêndio.

O Museu e a Estação da Luz agora têm um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e traz melhorias de infraestrutura e segurança, especialmente contra incêndios, que incluem sprinklers (chuveiros automáticos).

Reescritas

As exposições mesclam novidades (veja ao lado) e repaginam tecnologicamente as mostras que se tornaram tradicionais nos anos de funcionamento do espaço, inaugurado em 2006.

Continuam no acervo as principais experiências, como as instalações “Palavras Cruzadas”, “Praça da Língua”, “Beco das Palavras” e “Rua da Língua”. 

Mostras estreando

1º Andar 

“Língua Solta” – A exposição ilustra como o idioma se desdobra na arte e no cotidiano. São 180 peças que vão desde mantos bordados pelo artista plástico Arthur Bispo do Rosário até projeções de memes criados pelo perfil do Instagram Saquinho de Lixo. Curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos.

2º andar 

“Línguas do mundo” – Instalados no hall, 23 mastros têm gravações de saudações, canções e textos em determinados idiomas, escolhidos entre os 7 mil falados no mundo de acordo com as relações que têm com o Brasil ou por representarem diferentes famílias linguísticas. Entre eles estão hindi, grego, armênio, farsi, árabe, idishe, mandarim, yorubá, quimbundo, quéchua, guarani-mbyá, yanomami e basco. 

“Nós da língua” – Por onde se fala o português? Nos cinco continentes. Mas o que diferencia as culturas de cada país? A instalação audiovisual, que tem consultoria de especialistas e escritores como o angolano José Eduardo Agualusa e o moçambicano Mia Couto, mostra a criação das identidades das nações a partir da língua.

3º andar

“Falares” – Com consultoria de Marcelino Freire e Roberta Estrela Dalva e roteiro e direção de Tatiana Lohman, a instalação tem foco no português brasileiro. Nove telas verticais – que retratam anônimos e famosos, como a cartunista Laerte, paulista,  e a cantora Alcione, maranhense – formam uma espécie de galeria de pessoas mostrando seus sotaques e expressões, evidenciando toda diversidade e semelhança. 

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