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Foco 26/07/2021

Estudo dirá quanto dura a imunidade da CoronaVac

Por : Metro com Band

Covid-19. Nova etapa do Projeto S do Instituto Butantan em Serrana vai acompanhar voluntários por um ano. Resultado dos testes podem ajudar a determinar o intervalo das futuras campanhas


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O Instituto Butantan abriu no fim de semana nova etapa dos estudos da CoronaVac que vai analisar por quanto tempo uma pessoa que tomou as duas doses da vacina contra a covid-19 está protegida.

Os resultados dessa nova fase deverão ajudar a responder questões sobre a necessidade de se administrar uma dose de reforço ou mesmo de revacinar a população de tempos em tempos.

“Tanto pela CoronaVac quanto das outras vacinas, existe uma dúvida dentro da ciência sobre o que fazer. Essa vacina será aplicada todo ano, como a da gripe, ou é uma vacina que se tomará duas ou três doses e não será preciso se vacinar novamente, como a da hepatite? Essas são respostas que vamos encontrar”, disse o Coordenador da Etapa Sorológica do Projeto S, Gustavo Volpe.

“Outro objetivo é entender como se dá a resposta imunológica. Estamos testando tanto a parte sorológica, que são os anticorpos gerados pela vacina, como a imunidade celular, que é um outro tipo de proteção, gerado pelas células de defesa.”

Os ensaios são realizados com voluntários da cidade de Serrana, no interior, que viu a pandemia desacelerar de forma sustentada depois da vacinação em massa.
Os adultos do município receberam as duas doses da CoronaVac entre os meses de fevereiro e abril, dentro do Projeto S, iniciativa do Butantan para entender o comportamento do novo coronavírus em uma comunidade majoritariamente vacinada.

Os voluntários são adultos e idosos vacinados pelo Projeto S e que agora terão amostras de sangue coletadas e serão acompanhados por um ano.

Vacinação controlou a pandemia

A imunização da população adulta de Serrana permitiu o controle da pandemia na cidade. A aplicação das duas doses da CoronaVac em cerca de 28 mil moradores fez os casos sintomáticos de covid-19 caírem 80%, as internações baixarem 86%, e as mortes registrarem queda de 95%. A transmissão do vírus caiu mesmo entre as pessoas não vacinadas. Os resultados demonstram, segundo o Butantan, a importância da vacinação como uma política de saúde coletiva, e não só individual.