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Foco 25/07/2021

Startup cria calculadora que estima expectativa de vida e principais causas de morte de cada profissão; confira

Entenda como funciona a ferramenta e quais profissionais contam com a maior e a menor longevidade

Não tem jeito: a ideia da morte vez ou outra passa pela nossa cabeça. Em tempos de pandemia, mais ainda. A rotina que levamos, claro, influencia na expectativa de vida. E ela costuma ser compartilhada por pessoas de uma mesma profissão, que têm hábitos, desafios e preocupações similares. Pensando nisso, uma startup desenvolveu uma calculadora que estima quanto tempo cada profissional vai viver e do que provavelmente morrerá. E quem não fica curioso para saber?

A Azos cria e comercializa produtos de seguro de vida de forma digital. A ideia de disponibilizar a ferramenta surgiu quando o time se deparou com o desafio de fazer uma análise para tentar incluir todas as profissões em suas ofertas. “Quando terminamos de organizar os dados, vimos que essa calculadora poderia ser útil para outros segmentos além do seguro. Por que não disponibilizá-la para todo mundo? E aí melhoramos um pouco a interface e divulgamos no nosso site”, conta Rafael Cló, CEO e sócio fundador da insurtech.

O recurso funciona da seguinte forma: foram coletadas informações sobre mais de 7 milhões de mortes no Brasil, extraídas da base oficial do governo. Em seguida, a startup agrupou algumas profissões e cruzou esses dados com alguns outros obtidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Assim, foi possível calcular a expectativa de uma determinada idade e sexo.

Descobertas e cenários

Por meio da calculadora, é possível se chegar a previsões interessantes. As nutricionistas no País por volta dos 30 anos, por exemplo, têm três vezes mais chance de morrer de câncer de mama do que as demais mulheres brasileiras da mesma idade. Em contrapartida, a chance de morrerem de diabetes é seis vezes menor do que a média nacional na faixa etária.

Já os arquitetos ocupam o primeiro lugar quando se mede a representatividade, dentro de sua profissão, dos suicídios, cuja incidência entre professores, por sua vez, cresceu 96% nos últimos cinco anos.

Pixabay/Divulgação

Aos colegas jornalistas, fica o alerta: a idade média de óbito é de 64 anos, enquanto a média nacional é de 70. A incidência de infarto é 41% maior e a de câncer de pulmão é mais que o dobro.  

Quem morre mais e quem vive mais

Segundo a calculadora, trabalhadores da construção civil, em especial, montadores de andaime, estão entre as profissões que têm a idade de óbito média mais baixa.

Além desses, motoboys merecem destaque. “Enquanto a média de mortes por arma de fogo no Brasil é de 1,58%, em motofretistas a incidência é de 14,86%”, aponta Cló, que lembra que outros fatores, como local onde mora, condições sócio econômicas, podem ser mais relevantes que a profissão em si.

alfaiates, pessoas vinculadas a entidades religiosas e desembargadores estão entre as profissões com maior longevidade.

Pixabay/Divulgação

De acordo com o fundador da Azos, a calculadora pode ser utilizada por vários grupos de pesquisas: prefeituras, saúde pública, universidades, estudantes etc. “Para pessoas físicas, a ideia não é assusta-las com idade média de óbito alta, por exemplo. Elas podem consultar a calculadora para entender as principais doenças que incidem em uma determinada profissão e depois entender quais formas de se preveni-las.”

Para acessar o simulador criado pela empresa, é só clicar aqui.