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Butantan liberou ontem mais 1 milhão de doses da CoronaVac | / DivulgaçãoButantan liberou ontem mais 1 milhão de doses da CoronaVac |  / Divulgação
Foco 20/07/2021

SP faz plano para vacinação anual a partir de janeiro

Por : André Vieira - Metro

Embora o assunto ainda esteja em discussão pela comunidade cientifica, o estado de São Paulo já se prepara para tornar a vacinação contra a covid-19 uma campanha anual. O próximo ciclo já tem até data para começar: 17 de janeiro de 2022.

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Foi neste dia mesmo dia, em 2021, que a enfermeira Mônica Calazans se tornou a primeira brasileira a ser vacinada contra o novo coronavírus, no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

O anúncio sobre a campanha anual foi feito ontem pelo secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, que afirmou não se tratar de uma dose extra, mas da renovação da proteção, uma revacinação em todos os paulistas, como ocorre com a influenza.

“Isto não é um reforço. Isto é uma necessidade que nós temos de estar sempre, anualmente, fazendo uma proteção. Nós chamamos de reforço vacinal quando eu uso uma terceira ou quarta dose. Nós estamos seguindo a prerrogativa das vacinas contra os vírus respiratórios como o da gripe, que anualmente recebem uma imunização.” 

O estado aposta que no ano que vem já terá disponível a ButanVac, vacina contra a covid-19 em testes pelo Instituto Butantan e que não depende de insumos importados. O Butantan também já estuda a possibilidade de combinar uma vacina única que proteta contra a gripe e contra o novo coronavírus.

3ª dose e proxalutamida

A Anvisa autorizou ontem o início dos testes que vão determinar a necessidade ou não de uma terceira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca. O experimento será realizado em cinco estados com 10 mil voluntários que participaram dos estudos clínicos iniciais. A terceira dose será aplicada entre 11 e 13 meses após a segunda dose.

Além disso, a agência de vigilância sanitária também deu aval para os ensaios que vão testar a eficácia da proxalutamida contra a covid-19. O remédio, que serve para o tratamento de câncer, já está sendo estudado em outros países e foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro.