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Foco 14/07/2021

Brasil tem menor taxa de transmissão no ano

Depois de um complicado mês de junho com o agravamento da pandemia, o Brasil vê uma desaceleração no ritmo de contágio da covid-19 nas últimas semanas. Levantamento do Imperial College de Londres, no Reino Unido, aponta que a taxa de transmissão da doença caiu para 0,88 na semana terminada no sábado, sendo a menor desde novembro de 2020.

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Isso significa que 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 88 – portanto, reduzindo o número de novos casos. O estudo possui uma margem de erro que faz a taxa variar de 0,77 a 0,96.

O acompanhamento do instituto britânico é feito semanalmente e mostra que o potencial de propagação do vírus vem diminuindo desde 20 de junho, quando registrava 1,13 – ou seja, 100 pessoas transmitem para 113.

Segundo o Ministério da Saúde, a média móvel de casos (42.425) registra queda de 35,25% em relação à duas semanas atrás – intervalo considera o período comum de manifestação da doença. 

Para o professor e pesquisador do Centro de Epidemiologia e Pesquisa Clínica PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) José Rocha Faria Neto, a vacinação, mesmo em ritmo lento, é a grande responsável pela retração do contágio. “Se tivéssemos uma cobertura vacinal maior, o impacto não teria sido tão grande, principalmente entre março e junho.” 

Até ontem, somente 15% dos brasileiros estavam totalmente imunizados contra a covid-19 – seja com a aplicação de duas doses ou a partir da dose única, com a vacina da Janssen.

Em reunião virtual com governadores ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o país deve receber cerca de 101 milhões de doses entre julho e agosto. “Até setembro, iremos vacinar toda população maior de 18 anos”, afirmou.

Para Faria Neto, porém, o momento deve ser visto com cautela, já que a circulação da variante delta da covid-19 traz preocupação. “Estamos longe do momento em que poderemos abrir mão das medidas de distanciamento social e do uso de máscaras. É um esforço da população como um todo.”