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Foco 09/07/2021

Estudos clínicos da ButanVac são iniciados em Ribeirão Preto

Estudos foram iniciados após autorização da Anvisa, emitida na quarta-feira

Por : Metro World News

Os ensaios clínicos da ButanVac, primeira vacina contra o coronavírus com produção integral no Brasil, tiveram início nesta sexta-feira (dia 9) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os estudos são coordenados pelo médico da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, Rodrigo Calado.

Os estudos foram iniciados após autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), emitida na quarta-feira (dia 7). Hoje, seis voluntários selecionados passaram pelos exames necessários para a triagem antes da aplicação da primeira dose no Hospital das Clínica da cidade, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

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As fases 1 e 2 dos ensaios clínicos da ButanVac serão divididas nas etapas A, B e C. Na etapa A, realizada na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, participarão 418 voluntários que vão receber vacina ou placebo, com objetivo de verificar a segurança do imunizante. Já as etapas B e C terão como objetivo avaliar a resposta imune e envolverão mais de 5 mil voluntários.

Farão parte do estudo inicialmente pessoas com mais de 18 anos não vacinadas e que não foram expostas ao vírus. As etapas seguintes também irão envolver pessoas vacinadas, independentemente do imunizante, e pessoas que tiveram covid-19.

A previsão é que a pesquisa dure em torno de 17 semanas. As conclusões do estudo serão remetidas à Anvisa para solicitar a autorização de uso emergencial.

Inicialmente, o estudo clínico vai avaliar se a vacina é segura. Em um segundo momento, será avaliada a resposta imunológica que os participantes do estudo desenvolverão. O estudo clínico da ButanVac será de comparação, ou seja, os resultados da pesquisa serão comparados aos das vacinas já descritas, permitindo inferir a eficiência da vacina.

Sobre a ButanVac

A ButanVac será produzida inteiramente no Brasil, já que é desenvolvida a partir da inoculação de um vírus modificado que contém a proteína S do SARS-CoV-2 em ovos embrionados de galinhas – mesma tecnologia da vacina contra a influenza. Além de ser barata e muito disseminada, essa técnica é uma especialidade do Butantan: o instituto produz anualmente 80 milhões de vacinas da gripe usando ovos.

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do novo coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor é o da doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Essa tecnologia foi desenvolvida por cientistas na Icahn School of Medicine de Mount Sinai, em Nova York. A proteína S estabilizada do vírus SARS-CoV-2 utilizada na vacina com tecnologia HexaPro foi desenvolvida na Universidade do Texas em Austin.