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Foco 07/07/2021

Viúva Negra enfim ganha seu filme, que não honra a expectativa

Não é apenas por causa da pandemia que estávamos esperando há muito tempo pelo filme solo da Viúva Negra. Deixada de escanteio em diversos filmes do MCU, a personagem de Scarlett Johansson na Marvel enfim ganha seu merecido protagonismo, o que dobra a expectativa em cima do longa-metragem que estreia nesta semana, nos cinemas e no Disney+.

Na trama, logo após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, Natasha é reunida com seus “pseudo-parentes”, espiões russos com quem passou sua infância disfarçada como uma família tradicional americana. O acerto de contas com o passado passa por temas como abuso e trauma, empacotado como uma aventura de ação nos moldes de Capitão América: Soldado Invernal.

Isso significa que as cenas de ação de Viúva Negra dão ênfase ao embate físico, e nesse sentido o filme não tem nada especificamente feminino que o diferencie do filme de super-herói padrão. A entrada da atriz Florence Pugh como a irmã mais nova de Natasha acaba sendo o destaque do filme; a introdução de Yelena, um contraponto teimoso para a visão tradicional de Natasha, herdada dos Vingadores, é o que a protagonista precisava para conseguir se mostrar uma personagem mais humana.

São nas interações das duas irmãs que Viúva Negra mostra sua personalidade de verdade, e é uma pena que tenha demorado tantos anos para que o MCU tenha colocado ao lado de Natasha alguém que tirasse o seu melhor.

FRASE DA SEMANA

“As coisas que aprendi com ele! Ele lapidou seu próprio talento e sua grandeza com uma grande dose de humildade, referindo-se a si mesmo como ‘apenas um policial de trânsito’. Ele deixou seu ego na porta e exigiu dos outros.”

Mel Gibson presta homenagem a Richard Donner, de Máquina Mortífera, falecido aos 91 anos

NERDÔMETRO

Sobe

Jodie Foster – A atriz é homenageada no Festival de Cannes com uma Palma de Ouro honorária por sua carreira; o troféu foi entregue por Pedro Almodóvar

Desce

Chefes de  Estado – O cineasta Spike Lee chamou Jair Bolsonaro, Donald Trump e Vladimir Putin de “gângsteres” na abertura do Festival de Cannes, cujo júri ele preside