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/ SOCHI, RUSSIA - MARCH 13: Russian President Vladimir Putin holds a glass of champagne during a lunch hosted by the office of the Russian President Vladimir Putin for the Presidents of the International Paralympic Committee member organisations during the 2014 Sochi Paralympic Games on March 13, 2014 in Sochi, Russia. (Photo by Harry Engels/Getty Images) / SOCHI, RUSSIA - MARCH 13: Russian President Vladimir Putin holds a glass of champagne during a lunch hosted by the office of the Russian President Vladimir Putin for the Presidents of the International Paralympic Committee member organisations during the 2014 Sochi Paralympic Games on March 13, 2014 in Sochi, Russia.  (Photo by Harry Engels/Getty Images)
Foco 07/07/2021

A disputa pela ‘bebida que pisca’ entre Rússia e França

Por : Letícia Bilard - Metro

Uma decisão do presidente russo Vladimir Putin causou controvérsia no mundo das bebidas depois de decretar que apenas o champánskoe, um típico espumante soviético, poderá ser rotulado como champanhe dentro da Rússia. A medida, no entanto, criou um embate direto com a França, que produz os vinhos na própria região de Champagne, no nordeste do país, e detém proteção da denominação de origem do vinho. A bebida francesa, por sua vez, será nomeada na Rússia de “vinho espumante”. 

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A sommelière Priscilla Matta, do canal @deondevinho no Instagram, explica que todo champanhe é um vinho espumante, mas nem todo espumante pode ser chamado de champanhe.

“Essa região [francesa] é uma AOC (Appellation d’origine contrôlée), que é controlada por um conjunto de regras rigorosas para garantir o padrão na qualidade do vinho. As regras controlam todo o processo, do cultivo das uvas até o engarrafamento”, diz Priscilla ao explicar que a região de Champagne só pode usar determinadas uvas na produção do vinho, a vindima (colheita de uvas) é feita à mão e segue um método de produção chamado de “Champenoise”, criado na França.  

Após a medida, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou que deve ir à OMC (Organização Mundial de Comércio) para investigar se a nova legislação adotada pela Rússia viola regras de comércio. 

Os co-presidentes do Comitê de Champanhe, Maxime Toubart e Jean-Marie Barillere, lamentaram a decisão de Putin e afirmam que a regra “não garante que os consumidores russos tenham informações claras e transparentes sobre as origens do vinho”. Os executivos ainda reforçaram que a denominação champanhe é protegida em mais de 120 países.