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Logística de vacinação contra a covid-19 no Sudão do Sul | getty images / Logística de vacinação contra a covid-19 no Sudão do Sul | getty images /
Foco 09/06/2021

Milhares de vacinas são descartadas na África

Milhares de vacinas contra a covid-19 doadas à África através do Covax, iniciativa de distribuição da OMS (Organização Mundial da Saúde), serão  descartadas na região porque ultrapassaram as datas de validade, revelou a agência internacional de notícias BBC News. Segundo a reportagem, entre os motivos para o descarte estão a falta de logística para a entrega das doses e a relutância da população em aderir à imunização contra o coronavírus.

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A BCC conta que no Maláui, país na África Oriental, quase 20 mil doses da vacina da AstraZeneca foram descartadas. Cerca de 60 mil tiveram o mesmo destino no Sudão do Sul, o que também aconteceu com a Nigéria. Já na República Democrática do Congo, o governo informou que não conseguiria usar “a maior parte” das 1,7 milhão de doses recebidas. Como solução, o país irá repassar suas doses prestes a vencer para outras nações como Gana e Madagascar. Além da falta de estrutura para vacinar com eficiência, o Congo também sofre com uma rede de transporte ruim, informa a agência de notícias.

“Embora o descarte de vacinas seja profundamente lamentável no contexto de qualquer programa de imunização, a OMS recomenda que essas doses expiradas devem ser descartadas com segurança”, afirmou a entidade.

Em estudo, o Centro de Controle e Doenças Infecciosas da África reportou que cerca de 20% da população africana afirma que não tomaria a vacina contra a covid-19. A proporção variou de 10% na Etiópia até 41% no Congo. 

O que acontece?

Doses da vacina Oxford/AstraZeneca duram até seis meses se armazenadas corretamente em refrigeradores, mas os imunizantes têm sido entregues à África próximos ao prazo de validade. A BCC afirma que as doses distribuídas pela União Africana em parceria com o Covax foram entregues em fevereiro e com validade  prevista para o início de abril.

Doações ao Covax

Em carta ao G7, grupo das sete maiores economias do mundo, artistas embaixadores da Unicef pediram para que a cúpula ajude a encerrar a crise sanitária doando 20% das doses adquiridas. “A pandemia não terminará até que termine em todos os lugares”, alertou o ex-jogador britânico David Beckham.