logo
 /
Foco 08/06/2021

Jeff Bezos precisa de espaço!

Ser o homem mais rico do mundo, ter sua própria rede de supermercados, empresa aérea e adquirir a MGM, uma das produtoras de filmes mais famosas do mundo e responsável pela produção de James Bond. Do que mais o fundador e futuro ex-CEO da Amazon, Jeff Bezos, precisa? Uma viagem espacial, é claro. 

QUER RECEBER A EDIÇÃO DIGITAL DO METRO JORNAL TODAS AS MANHÃS POR E-MAIL? É DE GRAÇA! BASTA SE INSCREVER AQUI.

Por meio de rede social, o bilionário de 57 anos contou ontem que ele e seu irmão, Mark Bezos, voarão para o espaço no primeiro voo tripulado do New Shepard, foguete criado por sua empresa espacial chamada Blue Origin (foto ao lado), fundada em 2000. Bezoz, que vai deixar o posto de CEO da Amazon 15 dias antes da viagem, afirmou que a Blue Orgin é o “trabalho mais importante” que está fazendo.

“Desde os meus cinco anos, sonho em viajar para o espaço”, disse Jeff Bezos, que anunciou: “No dia 20 de julho, farei essa viagem com meu irmão. A maior aventura, com meu melhor amigo.”

Se tudo correr dentro do planejado, o empresário, dono de uma fortuna avaliada em US$ 187 bilhões (cerca de R$ 941 bilhões), será o primeiro entre os bilionários mais famosos do mundo a experimentar uma viagem de foguete em que ele mesmo bancou o projeto. Ao todo, a jornada está programada para durar 11 minutos em uma altura de 95 quilômetros acima da Terra.

O primeiro voo tripulado da Blue Origin acontece após seis anos de testes intensivos e, segundo a CNN americana, muitas vezes até secretos. A expectativa é de que no futuro, assim como a empresa espacial SpaceX, de Elon Musk, o projeto de Bezos também vire uma alternativa para o turismo espacial e coopere com a Nasa (agência espacial norte-americana) para voos ao espaço. 

Quem tem coragem (e o R$)?

Embora a Blue Origin pense em trabalhar com o turismo espacial no futuro, a empresa ainda não anunciou quanto os ingressos regulares custarão. Além do empresário e seu irmão, outras quatro pessoas poderão voar na primeira missão tripulada da empresa no mês que vem. Para selecionar os “sortudos”, a empresa espacial organizou um leilão no mês passado. Até ontem, o maior lance era de US$ 2,8 bilhões (ou cerca de R$ 14 bilhões).