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Foco 07/06/2021

CPI da Covid-19: 8 depoimentos para acompanhar em junho

Carentes de bons reality shows, muitos brasileiros voltaram suas atenções para a CPI da Covid-19, que investiga a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia. No canal do YouTube da TV Senado, as transmissões são um sucesso de audiência – o depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello, por exemplo, acumula quase 2 milhões de visualizações, sem contar retransmissões e a repercussão na imprensa e nas redes sociais. A partir desta semana, a comissão passa a receber depoentes entre terça e sexta-feira. O Metro World News destaca os nomes já confirmados e os principais assuntos que devem ser tratados, como compra de vacinas, polêmicas sobre o uso de medicamentos sem eficácia comprovada e a suspeita de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde.

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8/6: Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Abrindo a semana, o retorno do ministro da Saúde, reconvocado pelos senadores, é um dos mais aguardados. Em seu primeiro depoimento, em 6 de maio, Queiroga evitou diversos assuntos, como a atuação de seus antecessores (ele foi o quarto ministro na pandemia), sua opinião sobre o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 e a tese da imunização de rebanho – a partir da contaminação pela doença. Foi chamado de “ministro omisso” pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).

9/6: Élcio Franco, ex-secretário executivo da Saúde
A demora na compra de vacinas é um dos principais temas investigados pela CPI da Covid-19 e será o assunto central no depoimento do ex-secretário executivo da Saúde na gestão de Eduardo Pazuello. Franco atuou nas negociações com a Pfizer. O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que 53 e-mails da farmacêutica ficaram sem resposta, segundo documentos apresentados pela empresa.

10/6: Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas
Primeiro governador a depor na CPI da Covid-19, Lima deve ser questionado sobre a crise de falta de oxigênio que seu estado enfrentou no início do ano, o que resultou na morte de pacientes sem o insumo. O depoimento foi adiantado após uma operação da PF (Polícia Federal) que investiga fraude em licitação na construção de um hospital do estado. Enquanto isso, o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda avalia se governadores podem ou não ser convocados para depor na comissão.

11/6: Cláudio Maierovitch, médico sanitarista, e Nathália Pasternak, microbiologista
A comissão escuta dois especialistas na área da saúde que tem voz ativa em discussões públicas sobre medidas para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Maierovitch já presidiu tanto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Já Nathália é fundadora do Instituto Questão de Ciência e comentarista do Jornal da Cultura.

15/6: Marcellus Campêlo, secretário de Saúde do Amazonas
Apesar de seguir no calendário oficial da CPI da Covid-19, o depoimento de Campêlo é incerto. O secretário foi preso durante operação da PF (Polícia Federal) na semana passada, suspeito de participar da fraude de uma licitação para beneficiar empresários locais na construção de um hospital. A comissão aguarda um posicionamento da PF que, caso prorrogue a prisão, cogita até escoltar Campêlo até o Senado Federal.

16/6: Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro
Witzel (PSC), que sofreu impeachment após acusação de comandar um esquema de corrupção na construção de hospitais de campanha no Rio de Janeiro, dará um dos depoimentos mais aguardados do mês. Ex-aliado de Jair Bolsonaro, ele teve seu afastamento definitivo confirmado no fim de abril, mas pediu anulação à Justiça fluminense. Sobre a convocação, afirma “não ter nada a esconder”.

17/6: Carlos Wizard, empresário
A discussão será em volta da suspeita da criação de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde, que teria contribuído com a gestão do governo federal frente a pandemia. O empresário Carlos Wizard foi citado pelo ex-ministro Eduardo Pazuello e, em entrevista à “TV Brasil”, afirmou ter atuado como conselheiro por um mês em 2020, ao lado de médicos como Nise Yamaguchi e Roberto Zeballos. Ele está atualmente em Orlando, nos Estados Unidos.

18/06: Paulo Barúna, representante da White Martins
Mais um depoimento que cerca o episódio da crise de oxigênio no Amazonas. À CPI, Pazuello acusou a empresa White Martins e o governo estadual de serem responsáveis pelo desabastecimento do insumo em janeiro deste ano – testemunho, porém, apresentou contradições. Baraúna representará a empresa em sua versão e apresentará documentos.