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/ RIO DE JANEIRO, RJ - 03.06.2021: DESABAMENTO DE PRÉDIO NO RIO DAS PEDRAS - Prédio de 4 andares localizado na comunidade Rio das Pedras desabou na madrugada desta quinta-feira (3), deixando pelo menos 13 pessoas feridas e dois mortos. (Foto: Carlos Santtos /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 2074654 / RIO DE JANEIRO, RJ - 03.06.2021: DESABAMENTO DE PRÉDIO NO RIO DAS PEDRAS - Prédio de 4 andares localizado na comunidade Rio das Pedras desabou na madrugada desta quinta-feira (3), deixando pelo menos 13 pessoas feridas e dois mortos. (Foto: Carlos Santtos /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 2074654
Foco 04/06/2021

Prédio que desabou era irregular, diz Prefeitura do Rio

O prédio de quatro andares que desabou na madrugada de ontem em Rio das Pedras, zona oeste do Rio de Janeiro, era irregular, segundo a prefeitura. Pai e filha criança morreram soterrados e outras quatro pessoas ficaram feridas.

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A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o que levou a estrutura a entrar em colapso. Segundo a Defesa Civil fluminense, seis imóveis próximos ao local do incidente foram interditados para perícia e outros serão avaliados.

A região de Rio das Pedras é notadamente controlada pela milícia – grupo paramilitar que age ilegalmente na construção de imóveis sem licença, além da extorsão de moradores e comerciantes de comunidades. Em 2019, o desabamento de dois prédios em Muzema, comunidade vizinha, deixou 24 mortos.

Ontem, o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou que o município prestará apoio às famílias prejudicadas e seguirá fiscalizando construções irregulares. “Essa é a realidade da cidade, não dá para retirar todas as casas de todas as comunidades do Rio. O que tem que ver são as áreas de mais risco e produzir melhorias habitacionais.”

O governador Claudio Castro (PL) também esteve no local. “A gente tem que melhorar a questão da fiscalização. Eu e o prefeito vamos sentar para entender como isso pode ser feito por meio dos projetos de infraestrutura.”

‘Estalos’ e fogo

O edifício irregular em Rio das Pedras desabou por volta das 3h. Cerca de uma hora antes, moradores relataram ouvir “estalos” e, mais tarde, viram fogo – um incêndio também precisou ser controlado no local.

Os mortos foram Natan Gomes, 30 anos, e Maitê Gomes Abreu, de dois anos. Outras quatro pessoas ficaram feridas – até o fechamento da edição, uma mulher de 27 anos era a única em estado grave. Todos moravam na mesma unidade.