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Foco 04/06/2021

EUA doarão 6 milhões de doses à América Latina

Por : Letícia Bilard* - Metro

A Casa Branca explicou ontem como funcionará a entrega da primeira remessa de vacinas contra a covid-19 doadas pelo governo de Joe Biden a outras nações. 

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Das 80 milhões de doses prometidas do imunizante, 25 milhões farão parte deste envio, sendo 75% compartilhados com o Covax, consórcio de distribuição de vacinas da OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros 25% serão enviados diretamente a países parceiros dos EUA. 

Em carta assinada por Biden e publicada na sala de imprensa virtual da Casa Branca, o presidente americano afirmou que a OMS receberá 19 milhões das 25 milhões de doses enviadas. Entre elas, seis milhões serão destinadas a países da América Latina e Caribe – incluindo o Brasil.

Outros sete milhões irão para o Sul e Sudeste Asiático e cinco milhões para a África, cujo os países beneficiados pelos americanos serão escolhidos junto a União Africana.

“Os Estados Unidos serão o arsenal mundial de vacinas em nossa luta compartilhada contra esse vírus. Nos próximos dias, com base na experiência de distribuição das doses de vacina anunciadas hoje [ontem], teremos mais detalhes sobre como as doses futuras serão compartilhadas”, disse Biden no documento. 

Ele afirmou ainda que os EUA compartilham as vacinas sem “garantir favores no futuro”, mas sim porque querem trabalhar em “estreita colaboração” com parceiros democráticos. 

As seis milhões de vacinas restantes da primeira remessa serão compartilhadas com países parceiros dos EUA e escolhidos pelo governo americano. A carta cita, por exemplo, o Canadá, México, Índia e Coréia do Sul. O Brasil não está entre os mencionados deste lote. 

De acordo com a Casa Branca, as doses enviadas serão as desenvolvidas pela Pfizer/BioNtech, Moderna e Johnson&Johnson. O anúncio de ontem acontece após os Estados Unidos receberem críticas internacionais de que estariam acumulando as vacinas contra a covid-19 enquanto outros países sofrem pela falta do imunizante. 

Ao todo, os EUA adquiriram doses suficientes para imunizar três vezes sua população, segundo levantamento da coalizão Aliança da Vacina do Povo, composta por seis organizações internacionais de saúde, como Oxfam e UNAids.

Mundo atinge 2 bi de imunizados

Prestes a completar seis meses desde que a primeira vacina contra a covid-19 foi aplicada, o mundo atingiu ontem a marca de 2 bilhões de pessoas imunizadas contra a doença. O levantamento foi feito pela agência de notícias AFP. 

Segundo a agência, que extraiu os dados de fontes oficiais, Israel continua sendo o país com mais vacinados em comparação à população, com quase seis em cada dez pessoas totalmente imunizadas contra o novo coronavírus. O país é seguido pelo Canadá (59% de imunizados), Reino Unido (58,3%), Chile (56%) e EUA (51%). 

Outro dado que também chama atenção é que de seis em cada dez injeções administradas no mundo foram aplicadas nos três países mais populosos: China (704 milhões), EUA (296 milhões) e Índia (221 milhões). Na Europa, quatro em cada dez pessoas já receberam o imunizante.

No entanto, ainda existem seis países que não iniciaram a campanha de imunização. São eles: Coréia do Norte, Haiti, Tanzânia, Chade, Burundi e Eritreia.  

*Supervisão de Vanessa Selicani