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SP aumenta ações para barrar entrada da variante indiana

Com o objetivo de barrar a entrada da variante indiana do novo coronavírus na capital, a Prefeitura de São Paulo vai aumentar a partir desta terça (25) as medidas de controle e ações educativas e de prevenção em aeroportos, rodoviárias, estradas e terminais.

O primeiro caso no Brasil da cepa da Índia, considerada “preocupação global” pela OMS (Organização Mundial da Saúde), foi identificado no estado do Maranhão, na quinta-feira. Sem barreiras sanitárias, a possível chegada da variante em solo paulistano deixou as autoridades de saúde do município em estado de alerta.

Para tentar minimizar os riscos do desembarque e consequente circulação local da cepa, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que a partir de hoje as ações de prevenção serão intensificadas nos locais de entrada da cidade, como rodoviárias e aeroportos.

Uma das principais medidas que depende somente da gestão municipal é implementar triagem para casos sintomáticos de covid-19 entre passageiros que chegarem do Maranhão pelo Terminal Rodoviário Tietê. A ação também deve ser colocada em prática nos terminais de ônibus mais movimentados.

Segundo o secretário de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, quem estiver com sintomas do novo coronavírus será submetido ao teste RT-PCR. “A ideia é que a gente possa, em uma ação integrada e comandada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fazer todo esse processo de triagem, isolamento e monitoramento e de ações educativas que possam ser preventivas em relação à circulação de novas variantes, principalmente a indiana”, afirmou o secretário ontem, em entrevista ao canal GloboNews.

Aeroportos

Em relação à entrada aérea da cidade, a situação é mais delicada e ainda incerta. A prefeitura de São Paulo quer tornar obrigatória a apresentação de teste negativo de covid-19 para passageiros que cheguem em São Paulo vindos de voos do Maranhão. 

No entanto, somente o governo federal pode tomar essa medida. Houve um encontro ontem entre a secretaria municipal de Saúde e integrantes do Ministério da Saúde para definir os protocolos.  

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