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Nova York vai abolir o ensino remoto a partir de setembro

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou ontem que as escolas públicas da cidade não terão mais opção de ensino remoto a partir do dia 13 de setembro, quando começa um novo ano letivo no hemisfério Norte. 

Segundo o democrata, a cidade com o maior sistema escolar dos Estados Unidos deve reabrir graças ao avanço da imunização contra o coronavírus no país. “A covid-19 está sendo varrida da nossa cidade”, disse. “Isso será crucial para as famílias. Eu sei que muitos pais estão aliviados.”

Crítico ferrenho do ensino à distância, de Blasio recebeu queixas durante a pandemia por não fazer grandes esforços para melhorar o ensino virtual. Para ele, o aprendizado remoto é “inerentemente inferior”. 

Com a decisão, a cidade de Nova York se junta a anúncios de governadores dos estados de Nova Jersey, Connecticut e Massachussets, feitos semana passada. Todos terão aulas presenciais a partir do outono norte-americano. 

Dados apresentados pelo jornal The New York Times apontam que ao menos
3 milhões de crianças abandonaram os estudos durante a pandemia em todo o país.

De acordo com o veículo, muitas famílias americanas não-brancas e mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus ainda temem mandar seus filhos de volta ao ensino presencial. Mas para a reitora das escolas públicas de Nova York, Meisha Porter, a cidade não estaria tomando essa decisão se ela não fosse segura. “Eu sou mãe de uma aluna da cidade de Nova York e essa manhã ela estava dançando e comemorando a novidade”, contou Porter.

Ao todo, cerca de 130 milhões de americanos já foram vacinados com as duas doses contra a covid-19 e outros 33 milhões receberam ao menos a primeira dose do imunizante. Na cidade de Nova York, dados oficiais reportam 7,9 milhões de pessoas imunizadas. Ao menos 70% dos idosos e 60% dos adultos já receberam a primeira dose do imunizante e outros 50% estão totalmente vacinados.

Para incentivar a busca pelo imunizante, o prefeito de Nova York também anunciou ontem que qualquer nova-iorquino que se vacinar contra o coronavírus pode concorrer a prêmios como diárias em hotéis e ingressos aos shows da Broadway. 

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