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Movimento no aeroporto de Berlim / Sean Gallup/Getty Image
Foco 04/05/2021

Brasileiros devem ficar de fora do verão europeu

O braço executivo da União Europeia sinalizou ontem que os países europeus poderão relaxar restrições contra a covid-19  para voltar a receber turistas internacionais em junho. De acordo com a recomendação, a região poderá abrir fronteiras para indivíduos imunizados contra o coronavírus com  doses de vacinas aprovadas pela UE ou para países com baixo risco de contágio da doença. O Brasil não se enquadra nas novas definições. 

“É hora de reviver a indústria do turismo para que as amizades transfronteiriças se reacendam em segurança”, disse no Twitter a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Mas temos de reagir rapidamente se surgirem variantes: propomos um freio de emergência na UE.” 

Embora o plano de vacinação do Brasil utilize duas das quatro doses autorizadas para uso na UE (Pfizer/BioNtech, AstraZeneca, usadas na região além da Moderna e Johnson&Johnson), o  país não está incluso entre as nações consideradas de baixo risco de contágio. Isso porque a Europa só deve permitir viagens para países onde a taxa de contaminação para a doença nos últimos 14 dias foi interior a 100 a cada 100 mil habitantes. Nos últimos 14 dias, o índice brasileiro foi superior a 380 a cada 100 mil pessoas. 

A nova resolução será apresentada aos representantes dos 27 países da UE amanhã, com o objetivo de chegar a um consenso antes da próxima reunião de chefes de governo, que está prevista para o fim deste mês. A expectativa é de que nações como Israel, Reino Unido e Estados Unidos possam entrar na flexibilização da retomada de viagens.

Até o momento, os sete países considerados da “zona verde” e que podem entrar na UE são: Reino Unido, México, África do Sul, Indonésia, Arábia Saudita, Japão e Rússia.

Além das novas regras, a Europa também começa a testar a partir do dia 10 de maio, em pelo menos 15 países, o sistema de “passaporte sanitário” para pessoas vacinadas contra o novo coronavírus, que já se curaram da covid-19 ou que apresentarem teste negativo.